Venha,pegue o que quiser e passe adiante... Por mais que plantem o mal, prossiga semeando o bem...
A mente que mente é regador de ilusões não faz proliferar jardim...
Amigos que agente faz por ai...
quarta-feira, agosto 31, 2011
Alunos são agredidos com canos de PVC em manifestação da UNE no DF
Estudantes de uma escola de ensino médio localizada na Asa Sul, em Brasília, foram agredidos nesta quarta-feira (31) durante a manifestação da União Nacional dos Estudantes (UNE) que pedia investimento de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) na educação. Eles dizem que foram atacados com canos de PVC, socos e pontapés por cerca de 50 alunos de outras instituições.
“Eles derrubaram um dos meninos, chutaram a testa dele, tentaram chutar os genitais e quebraram um cano na cabeça dele", contou um estudante de 17 anos, que também recebeu chutes. Ele diz estimar que pelo menos outros dez colegas tenham sido atingidos.
Uma das alunas que presenciou a situação diz que membros da organização haviam alertado os garotos da possibilidade de brigas. “Disseram para a gente dentro do ônibus que tinham visto na internet que algumas pessoas se infiltrariam na manifestação.”
Os estudantes afirmam ainda que não receberam auxílio da polícia durante as agressões. “[Disseram que] Isso é um problema de vocês, vocês que ficam arrumando briga”, diz outro aluno agredido. Ele conta que teve um cano quebrado nas costas.
Representante dos estudantes do DF na União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (Ubes), ligada à UNE, André João Costa afirma que a organização do evento não tem relação com o acontecido. "Aproveitaram uma atividade nossa, que não tinha nada a ver com isso, para fazer essa briga."Procurada pelo G1, a Polícia Militar disse que a ação ocorreu isoladamente, longe de onde havia policiamento.
O diretor do colégio, Augusto de Sousa Neto, disse que são comuns situações envolvendo estudantes da escola e de uma instituição próxima. "Dentro da escola não tem, porque eles são tranquilos. Mas é comum eles serem espancados ou roubados no percurso até a parada de ônibus [na W3 Sul]", afirmou.
De acordo com a professora de Artes Cynthia Machado, a escola procurou o Batalhão de Policiamento Escolar para solicitar acompanhamento no fim da aula desta quarta, às 18h45. Ela diz que professores teriam comentado que alunos de um colégio próximo que participaram das agressões manifestaram interesse em agredi-los novamente.
Foi humilhação', diz aluna que afirma ter recebido ameaça de voz de prisão
Cinco dias depois de ter discutido com um professor, a estudante de direito que se identificou apenas como Tatiana, de 31 anos, disse ainda não estar preparada emocionalmente para encarar o mestre. Tatiana afirma ter recebido ameaça de voz de prisão por parte dele. Ela estuda no quinto semestre da Universidade Presbiteriana Mackenzie, uma das mais tradicionais de São Paulo, e falou ao G1 na noite desta terça-feira (30). Após uma discussão nos corredores da instituição de ensino, Tatiana e o Centro Acadêmico de direito (C.A.) alegam que o professor, um procurador de Justiça, ameaçou dar voz de prisão quando a moça questionou o método de ensino dele.A reportagem não conseguiu localizar o docente para que ele comentasse o episódio. A assessoria da universidade também foi procurada e disse que se pronunciaria nesta quarta (31). Nesta terça, a assessoria do Mackenzie confirmou apenas que houve apenas um bate-boca entre os dois. “Estou emocionalmente despreparada para encarar o professor depois da humilhação que sofri”, contou Tatiana.
Ela tem 100% de bolsa no Mackenzie, está na metade do curso, e ingressou na universidade por meio do Prouni, programa do Governo Federal destinado a estudantes com renda per capita familiar máxima de três salários mínimos. Eles também são selecionados pelas notas obtidas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
O casoA discussão ocorreu por volta de 21h30 de sexta-feira (26), no intervalo, minutos antes de Tatiana ter a aula de Direito Penal III com o professor. Segundo a aluna, ele dá essa cadeira às segundas e sextas para a classe dela. A estudante relatou que a briga começou quando ela o abordou para questionar a metodologia, alegando que tinha muitas dúvidas. “Se passaram quatro aulas e eu senti dificuldade. Faltava conversa, um pouco de contexto. Era superficial. Pedi para ele aprofundar alguns conceitos”, afirmou Tatiana sobre as aulas.
De acordo com ela, o professor não gostou da observação dizendo que ela não tinha capacidade para avaliar a aula. A aluna se defende. “Sou bolsista. Jamais faltaria com o respeito a um professor. Tenho medo de perder a bolsa. Tenho origem humilde e educação. Chamei o professor em particular.”
Versão do professorO Centro Acadêmico se manifestou em duas notas. Na primeira, repudiou a atitude do professor, pedindo que ele se desculpasse formalmente pelo “constrangimento” pelo qual passou a aluna. No segundo comunicado, o C.A. divulgou a versão que disse ser do docente.
“Segundo o professor, a aluna o abordou com argumentos ofensivos à sua metodologia utilizada e persistindo mesmo diante de avisos dados. Diante de uma grosseria maior e sem fim, se viu obrigado a utilizar de outros meios, pois nem mesmo os seguranças conseguiram resolver. Foi nessa hora que a aluna foi advertida que naquele momento que o professor estava na posição de procurador de Justiça par tentar dar fim ao tumulto que se generalizou”, diz um trecho da nota.
Na frente de todosTatiana disse que o mestre pediu “respeito”, afirmando ser procurador de Justiça e professor há 20 anos. A conversa não parou no corredor e continuou até a sala de aula, onde estavam os colegas de turma. “Fiquei em choque. Já estava nervosa, totalmente abalada. Estava todo mundo olhando. Ele disse que eu não ia assistir à aula e saiu gritando que ia chamar os seguranças.”
Quando a bolsista contou que ia procurar a coordenação do curso, disse que o professor a ameaçou. “Ele falou: ‘nesse momento, eu não me dirijo mais como professor, mas como procurador de Justiça. Não me dirija mais a palavra senão eu te dou voz de prisão’”, informou Tatiana, reproduzindo, segundo a versão dela, as palavras proferidas pelo mestre.
A estudante contou que pretende ser funcionária pública e não cometer “abuso de autoridade”. Atribuiu o episódio a “uma questão de ego”. “O professor achou que eu estava afrontando ele”, disse a bolsista, que disse estar “tranquila” por ter tido o apoio do Mackenzie.Projeto de Lei 267/11
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terça-feira, agosto 30, 2011
Mutirão de cadastro de doadores de medula óssea no Canto Cidadão
Olá, queridos voluntários e amigos!
Este é o primeiro de muitos (rs) e-mails que enviaremos para estimular a sua participação ativa no evento que realizaremos no dia 17 de setembro (sábado) na sede do Canto Cidadão, em São Paulo-SP. Nessa oportunidade, receberemos a equipe da Ameo, organização social que atua há anos na sensibilização e cadastramento de voluntários para o registro de doadores de medula óssea.
Em breve enviaremos muitas outras mensagens sobre este evento, mas desde já queremos espalhar a notícia que o sucesso da iniciativa depende da sua presença e também da sua atuação como multiplicador da informação e esforço para trazer amigos, familiares e conhecidos para participar.
Por enquanto, pedimos que você reserve a sua agenda e comece a espalhar a oportunidade! Nos próximos dias voltaremos com mais informações.
Beijos e Sorrisos,
Canto Cidadão
Conheça e divulgue nosso site: www.cantocidadao.org.br
Conheça e divulgue nosso blog: blog.cantocidadao.org.br
Conheça e divulgue nosso endereço: Rua Galeno de Almeida, 557 - Cerqueira César - São Paulo-SP
Conheça e divulgue nosso telefone: (11) 3667-0167
QUE TEMPO BOM QUE NÃO VOLTA NUNCA MAIS!
Não existia a palavra Bullying.
Se respeitava o professor como um pai ou mãe.
Tudo era tão legal quando não existia o Orkut, e sim o caderno de enquete.
Os filhos usavam roupas remendadas por suas mães.
Férias eram para soltar Pipa e brincar de casinha.
Festas de 15 anos para meninas eram sagradas.
Meninas de 11 anos brincavam de boneca.
Meninos de 11 anos assistiam JASPION e CAVERNA DO DRAGÃO
Se respeitava o professor como um pai ou mãe.
Tudo era tão legal quando não existia o Orkut, e sim o caderno de enquete.
Os filhos usavam roupas remendadas por suas mães.
Férias eram para soltar Pipa e brincar de casinha.
Festas de 15 anos para meninas eram sagradas.
Meninas de 11 anos brincavam de boneca.
Meninos de 11 anos assistiam JASPION e CAVERNA DO DRAGÃO
Essa idade não tinha maldade na mente.
As músicas tinham coreografia.
Tênis de luzinha era essencial.
Kinder ovo era apenas um real.
Maquiagem era coisa de gente grande.
Fotos não eram tiradas para serem colocadas no Orkut e sim para recordarem momentos.
As mães obrigavam seus filhos a usar calça em cima da camisa, e saia abaixo do joelho.
Crianças Brincavam de pega- pega, esconde-esconde e rolimã na rua.
A mãe gritava: "chega de rua! e hoje é "chega de internet".
Se mandava cartinhas pra dizer que AMAVA e não scraps tolos.
Nas quermesses se mandava "correio elegante" pra paquerar as meninas.
Merthiolate ardia.
Apertar campainha e sair correndo!
Todo mundo se divertia passando Trote.
Uniforme na escola era normal.
Os meninos tinham que pedir para o pai da garota se podia namorá-la.
Não se namorava com beijos na escola, e sim só de mãos dadas.
Ah... que tempo bom.... que não volta NUNCA mais!!!!!!
As músicas tinham coreografia.
Tênis de luzinha era essencial.
Kinder ovo era apenas um real.
Maquiagem era coisa de gente grande.
Fotos não eram tiradas para serem colocadas no Orkut e sim para recordarem momentos.
As mães obrigavam seus filhos a usar calça em cima da camisa, e saia abaixo do joelho.
Crianças Brincavam de pega- pega, esconde-esconde e rolimã na rua.
A mãe gritava: "chega de rua! e hoje é "chega de internet".
Se mandava cartinhas pra dizer que AMAVA e não scraps tolos.
Nas quermesses se mandava "correio elegante" pra paquerar as meninas.
Merthiolate ardia.
Apertar campainha e sair correndo!
Todo mundo se divertia passando Trote.
Uniforme na escola era normal.
Os meninos tinham que pedir para o pai da garota se podia namorá-la.
Não se namorava com beijos na escola, e sim só de mãos dadas.
Ah... que tempo bom.... que não volta NUNCA mais!!!!!!
Mariana
Inscrições de professores temporários na rede estadual vão até o dia 9 de setembro
A Secretaria de Estado da Educação está com inscrições abertas para professores candidatos à contratação temporária que desejam lecionar na rede em 2012. O cadastro pode ser feito em uma das 91 Diretorias de Ensino em todo o Estado (confira os endereços no site /central-de-atendimento/localize-diretoria) e é voltado aos educadores que não atuaram nas escolas estaduais em 2011. O prazo vai até o dia 9 de setembro.Para se candidatar, é necessário ser formado ou graduando em cursos de licenciatura, bacharel ou tecnólogo, além de possuir habilitação ou qualificação para ministrar aulas das disciplinas que compõem as matrizes curriculares do Estado para o ciclo II do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano) e Ensino Médio. O interessado deverá apresentar original e cópia do RG e do CPF, certificado de conclusão, histórico escolar e atestado de matrícula que comprove o semestre que está cursando, no caso do graduando.Para participar do processo de atribuição de aulas no próximo ano, os professores não efetivos e candidatos à contratação deverão fazer uma Prova de Avaliação, que deve ser realizada pela Secretaria em novembro. Só serão classificados aqueles que obtiverem média igual ou superior a 50% no exame. A nota obtida, somada às demais pontuações referentes a tempo de serviço e títulos, definirá a classificação do postulante no processo.Também deverão fazer a prova os docentes estáveis em atividade na rede que não alcançaram a média mínima nas edições passadas. Para aqueles que já foram aprovados a participação é facultativa. Nesse caso, a maior nota dentre as avaliações será considerada para a atribuição.A nota será única por campo de atuação. No momento da inscrição, o candidato deverá optar pela “Prova Classe”, referente ao Ciclo I do Ensino Fundamental (1º ao 5º ano), ou “Prova Aula”, referente às disciplinas correspondentes ao Ciclo II do Ensino Fundamental (6º ao 9º ano), ao Ensino Médio e à Educação Especial. O docente que desejar atuar no campo de aulas e classes deverá fazer as duas avaliações.
segunda-feira, agosto 29, 2011
Fazer xixi fora de hora tem solução
É comum que algumas crianças de até 5 anos façam xixi na cama. Isso é chamado de enurese noturna. Muitas delas também deixam escapar um pouco de urina durante o dia, principalmente quando estão entretidas, brincando. Até há bem pouco tempo, os médicos acreditavam que os dois fatos estavam relacionados. Mas um estudo recente coordenado pela fisioterapeuta Fátima Regina Bazzuco, do Hospital Beneficência Portuguesa de São Paulo, acaba de mostrar que essa ligação nem sempre acontece e que esses problemas devem ser tratados separadamente e o mais cedo possível – antes, os médicos acreditavam que era necessário esperar o amadurecimento do sistema nervoso e urinário para, só depois, investigar as causas desse desconforto. O que essa pesquisa também mostrou é que, dependendo do caso, isso pode ser resolvido, inclusive, com medidas simples, como estimular o pequeno a ir ao banheiro a cada três horas. Fomos a fundo nessa questão para que você possa ajudar seu filho e evitar, assim, que ele passe por situações constrangedoras.
Por Manuela Macagnan
A mãe solteira e as questões legais
No caso de uma produção independente:
- O fato de criança não saber quem é o seu pai em nada altera os direitos maternos. Em sua certidão de nascimento, constará apenas o nome da mãe e nenhuma referência ao pai. Aliás, essa é uma realidade de milhares de crianças no Brasil. Mas isso não afeta os direitos da criança nem provoca impedimentos em sua vida civil. A constituição da República de 1988 igualou todas as formas de filiação e proibiu, inclusive, qualquer designação discriminatória (art. 227, $ 6º).
- Caso a mãe se case, no futuro, o novo marido poderá reconhecer a criança como filho. Não apenas reconhecer, isto é, “adotar” este filho, mas, principalmente, tornar-se seu verdadeiro pai. Se ele ele optar por não adotar seu filho formalmente, poderá se tornar um pai “sócioafetivo”, expressão cunhada pelo Instituto Brasileiro de Direito de Família -IBDFAM para designar as novas relações jurídicas e afetivas.
No caso da mulher que engravida e o companheiro não quer assumir a criança: - A criança tem o direito de saber sobre sua origem genética ou mesmo estabelecer vínculos com seu genitor/pai. Portanto, a qualquer momento, esse genitor poderá reivindicar o direito de visitar e conviver com seu filho. Mas isso não é um direito ilimitado. Quando ele reaparecer, é possível que seu filho já tenha encontrado outro pai que o adotou, verdadeiramente, como filho. - A mãe tem a opção de deixar, na certidão de nascimento, o nome do pai em branco. Mas, isso pode trazer marcas para o filho. A lei brasileira estabelece que, nesses casos, o Estado averigue a paternidade. Na prática, isto não tem funcionado, embora, recentemente, o CNJ – Conselho Nacional de Justiça, tenha tentado realizar uma campanha de busca pela paternidade dessas crianças.
No caso da mulher que se separa no início da gestação: - Se o pai for casado com a mãe, ele tem a presunção da paternidade. Ou seja, com a certidão de casamento ele poderá ir ao cartório e registrar o filho como seu. Mas, antes do nascimento, não há nenhum dispositivo de lei que estabeleça os direitos do pai. (lei de alimentos gravídicos, Lei nº 11.804/2008) - Após o nascimento, é importante determinar com quem ficará a guarda da criança. Se isso não for estipulado, a guarda será concedida a ambos os genitores. Quando não é possível chegar a um acordo, a mãe deve ir à justiça e reivindicar a guarda. - A Constituição da República de 1988 igualou todas as formas de constituição de família, os direitos entre homens e mulheres, e todas as formas de filiação. Assim, não há mais filhos ilegítimos, adulterinos ou naturais, como eram chamados até 1988. Todos são legítimos. Filho é filho, independentemente de sua origem. Nenhuma criança pode receber designação discriminatória. É o que estabelece o artigo 227, $ 6º da Constituição Federal.
Rodrigo da Cunha Pereira, Presidente do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM, explica o que muda, nos direitos e deveres referentes à maternidade, quando a mulher resolve ter e criar um filho sozinha.
Seis valores importantes para ensinar às crianças desde cedo
Não é segredo para ninguém: educar uma criança é difícil. Requer persistência e dedicação dos pais, principalmente para ensinar valores importantes para o futuro dos pequenos, como amor próprio, autocontrole, respeito ao próximo e honestidade. O aprendizado não acontece da noite para o dia, e sim ao longo da vida, segundo a pedagoga Isabel Parolin, de Curitiba. Daí a importância de persistir nas mensagens que deseja transmitir e repetir mil vezes cada não, por mais difícil que seja.
“A família tem um papel extremamente importante na formação do indivíduo, mas há influências de outras pessoas, como professores, avós, babás... E elas podem ser positivas ou negativas”, explica a educadora Claudia Coelho Hardagh, de São Paulo. Veja, então, a descrição de cada valor e como ensiná-los aos pequenos desde cedo:
1. Amor próprio pode ser identificado como sentimento de autopreservação, que impede que as pessoas se envolvam em situações de perigo que possam ameaçar o equilíbrio emocional delas. Nas crianças, é algo mais sutil, tem a ver com a construção da autoestima e na confiança da própria capacidade para enfrentar diferentes situações. Na prática: Tudo isso é adquirido por meio de elogios e incentivos para enfrentar as dificuldades. E, perante alguma situação em que a criança agiu de forma errada, é importante criticar o comportamento dela, pontualmente, e não sua personalidade, de forma geral. “O mesmo vale para os elogios: tanto a falta quanto o excesso só atrapalham”, diz Isabel.
2. Autocontrole É a capacidade de controlar, racionalmente, as reações ligadas a emoções, afetos e sentimentos. É por meio do autocontrole que a criança descobre seus limites, elege prioridades e traça suas metas e seus objetivos. Na prática: Ensiná-las a ter autocontrole, porém, não é fácil. Você precisará enfrentar a fase da birra, persistindo com sua opinião e forma de educar. Se a criança agir errado e fizer manha, converse, mostre em que ela errou e coloque-a para pensar. Exija que ela peça desculpas, mas que entenda o motivo de ter que se desculpar. Tenha em mente que bater não resolve em nada o problema, ok?
3. Escolha Desde bem cedo, é importante mostrar para a criança que ela não pode ter tudo o que quer e, por esse motivo, deve praticar o exercício da escolha, seja em relação a suas vontades, seja no que se refere a objetos, brinquedos etc. “Ensine ao pequeno que uma escolha é sempre, também, uma perda: ‘Lembra que você escolheu isso? Então é isso que você terá’”, sugere Isabel. O exercício de escolhas está ligado ao de autocontrole. Se a criança chorar, fizer birras, será preciso acalmá-la para explicar os prós e os contras de sua decisão. Na prática: É muito comum, na fase de 3 a 4 anos, a criança ter dificuldade de dividir seus brinquedos e não emprestar para seus amigos. Essa é a oportunidade para mostrar que ela pode escolher dividir suas coisas ou ficar sozinha, sem amigos. “Explique que fazer acordos é algo admirado pelas pessoas e que vale a pena”, diz Claudia.
4. Honestidade Não há uma definição única para a honestidade. É um valor ético, fundamental para o convívio social. Ensinar à criança o que é honestidade leva tempo e depende de suas próprias atitudes, exemplos e conversas. Na prática: É comum crianças pegarem objetos, brinquedos dos coleguinhas da escola e levarem para casa. “Isso ocorre porque não há entendimento de propriedade, até porque, na escola ou no clube, brincam com tudo sem perceber que os objetos pertencem a alguém”, explica Claudia. Cabe aos pais mostrar que aquilo não é da criança, fazerem com que ela perceba o erro e devolva o objeto, pedindo desculpas. Esse processo deve ser educacional, e não um castigo causador de brigas. “Se a atitude persistir, a conversa pode ser mais rígida”, orienta Claudia.
5. O jogo de cintura nada mais é do que ter flexibilidade, ou seja, capacidade de driblar situações de conflito. Para as crianças, é preciso ensinar seu significado desde cedo para que aprendam que suas vontades não serão sempre atendidas, mas que, ainda assim, terão escolhas e devem agir educadamente. Na prática: Você não conseguirá ensinar seu filho a ter jogo de cintura se perde a paciência a cada problema que aparece. Seu exemplo o fará compreender como ele deve agir quando acontece algo que não o agrada, por isso, não seja tão rígida em seus pontos de vista. No convívio familiar, é importante ter (e mostrar) tolerância. “Brigas constantes, gritos e agressões verbais demonstram a falta de jogo de cintura”, avisa Claudia. Outro exercício, segundo Isabel, é contar para a criança um erro que você cometeu e o que você fez para remediá-lo. “Eu errei o nosso omelete. Agora a mamãe vai fazer o seguinte, vamos transformar isso em uma farofa”, exemplifica.
6. Respeito com os mais velhos, com os “diferentes”, com os animais, com a vida... Ensinar a criança a respeitar os outros é a regra quando se fala em educação infantil. Na prática: Não há um jeito específico para ensinar o que é respeito.
O primeiro passo é respeitar também, permitir que a criança aprenda assistindo a seu exemplo. Depois, é preciso ouvir as queixas dos professores e educadores da escolinha e nunca não ignorá-las. Falar mal das pessoas na frente das crianças também prejudica o ensinamento. Por fim, é importante chamar a atenção da criança ao vê-la desrespeitando outras pessoas, os animais e também o meio ambiente. Idade certa Os valores acima podem parecer um pouco complicados, mas devem ser transmitidos, principalmente, por meio de suas atitudes (dando o exemplo) desde o nascimento das crianças: - Até os 2 anos de idade, a criança constrói e elabora conhecimentos sobre a realidade. - A partir dos 4 anos, ela sai do simbólico e vai para o intuitivo. Nessa fase, já troca experiências com outras pessoas. - Após os 7 anos, ela já é capaz de estabelecer compromissos, compreende as regras e já consegue ser fiel a elas.
A vovó e a mamãe Muitas vezes, a visão que a criança tem sobre o papel da avó e o da mãe fica conturbada exatamente porque a avó tende a tomar conta dos pequenos nos primeiros anos de vida, quando a mamãe volta a trabalhar. É preciso ter em mente que a avó não deve fazer o papel de mãe, mas também não se esqueça de que ela é mãe e tem experiência. Por isso, é importante conversar com os avós sobre a forma como você quer educar seu filho. Deixe claro que a criança precisa deles tanto quanto precisa de você e aceite opiniões. Ainda assim, se a dinâmica não funcionar, vale adaptar seus horários para cuidar da criança ou até procurar creches e escolas que possuem os mesmos valores que você. Dessa maneira, você permite que a avó possa ser avó. “Nada mais gostoso do que a vovó ir buscar a criança na escola, levá-la para jantar e depois entregá-la para os pais”, conta Isabel.
Por Ligia Menezes
O que fazer quando a criança é mal criada.
Antes de tudo, é importante deixar clara a diferença entre birra e má-criação. Birra é uma manifestação de cansaço, teimosia, desagrado, que chega acompanhada normalmente de choro e grito. A má-criação é quando a birra entra no campo da falta de educação e de respeito com os pais ou mesmo com outros adultos.
Birra é quando uma criança não quer ir tomar banho, por exemplo, e faz bico, chora, faz corpo mole, não responde e até se atira no chão. É malcriada se nesse momento usa um xingamento, mostra a língua, fala desaforos e até mesmo agride com tapas e mordidas. Enquanto a insatisfação é um dos grandes fatores desencadeantes das birras, a falta de limites é o grande vilão da má-criação.
Se uma criança cresce fazendo tudo o que quer, se tudo é permitido sempre, se achamos graça nos primeiros sinais de falta de respeito e não corrigimos, estaremos criando, ou melhor, criando mal esse pequeno, que terá certeza de que suas vontades são soberanas e o sentimento do outro não existe.
Birra a gente controla, contorna, tolera, mas má-criação não e nunca! E como é que se previne? Educando, educando, educando! E como que se combate? Educando, educando, educando! E como? Amando muito, mas fazendo com que a criança perceba que existe, a sua volta, um padrão de comportamento e de relacionamento entre as pessoas. Deixando bem claro o que é permitido, aceitável, correto e bonito e que o contrário parecerá simplesmente descabido.
A criança aprende o que vê e assim o exemplo vem antes do discurso, que terá o seu lugar nas repetidas vezes em que conversamos e ensinamos o que pode ou não pode, que deve ou não deve, que é “feio” ou não!
O nosso filho é com certeza o centro do nosso mundo, mas temos que ter um imenso cuidado para prepará-lo para dividir este mundo e fazer parte de um grupo, que chamamos de sociedade, que tem padrões e valores a serem seguidos. Esse grupo começa na família e ele não entenderá se for aplaudido em casa e depois for rejeitado fora dela.
A maior tarefa do amor é a criação. A educação que proporcionamos, os valores que passamos, os nãos que damos, sinalizando o caminho bom e correto.
Achamos graça quando uma criança nos surpreende e até nos coloca em saia justa quando, com sua espontaneidade, fala alguma coisa para alguém que não deveria, como o netinho que ao ver a avó se maquiar pergunta: “Vovó, se isso é pra você ficar mais bonita, por que não fica?” Mas, se ao ser abordado por essa avó, ele diz que ela é feia apenas para agredi-la, isso não deve ser permitido.
Muitas vezes, a criança é pequena demais para um longo discurso sobre modos e maneiras, mas pode entender sempre a forma negativa ou positiva com que reagimos a suas atitudes. Se por timidez, se esconde e não dá olá para os outros, ensine. Se não quer dar olá porque não vê a importância nos cumprimentos, reforce. Se levanta a mão querendo bater em alguém que vai cumprimentá-la, castigue.
O bonito não é o fato de a criança entrar numa sala e cumprimentar a todos só porque é uma regrinha social. O bonito é perceber que é importante e gostoso ser gentil com os outros da mesma forma que gostamos que sejam conosco. É esse olhar de correspondência, de respeito mútuo, que nos faz entender que somos iguais aos outros e ao mesmo tempo nos permite ser tão diferentes deles.
Lembramos que os temperamentos têm que ser respeitados, mas vale ressaltar que a educação vale para todos e sempre. Ela é a chave mestra para todas as situações da nossa vida inteira.
Birra é coisa de criança, mas criança malcriada deve a culpa e a responsabilidade aos adultos!
Joazinho Trinta, carnavalesco, numa entrevista sobre seu trabalho social com crianças, disse uma frase que quero dividir com vocês: “Difícil não é colocar uma criança no mundo. Difícil é colocar o mundo dentro da cabecinha de uma criança!”
Crianças no crime: secretária nacional critica estruturas
O caso das crianças que reagiram com violência à abordagem policial, promovendo quebra-quebra em delegacias e no Conselho Tutelar de São Paulo, e a prisão da gangue de meninas da Vila Mariana, são claros exemplos da deficiência das estruturas sócio-educativas que trabalham “fora da realidade” brasileira e não levam em consideração as mudanças geradas pelas drogas, principalmente o crack. Esta é análise feita pela secretária de nacional de Promoção dos Diretos da Criança e do Adolescente, Carmen Silveira de Oliveira, em entrevista concedida ao Terra.
Segundo Carmen, o sistema de atendimento existente trabalha de forma equivocada e ao invés de atrair as crianças para os abrigos, acabam por expulsá-las. “Quando se reclama que a criança não fica (nas instituições), não fica por causa da abordagem tradicional. Não fica quando se pega uma carrocinha, como se faz com cachorro, e sai recolhendo na rua”, diz. Ela cita cidades que usam uma proposta mais convidativa com vans coloridas e malabaristas. “Se faz um convite para ir, não precisa ser ‘na marra’. Precisamos rever os nossos procedimentos”.
A secretária diz que suas constatações são feitas com base em uma pesquisa censitária sobre crianças e adolescentes em situação de rua, encomendada pela Secretaria Nacional de Direitos Humanos, realizada no ano passado em 75 cidades brasileiras. O levantamento apontou que 24 mil crianças viviam nas ruas Brasil. Número que ela considera possível de se reverter.
Desse total, um terço tinha menos de 12 anos, 52% dormiam diariamente com a família e 18% estavam envolvidas com atividades ilícitas. A secretária diz que os números mostram que as crianças deixam suas casas por problemas familiares que englobam violência e abusos sexuais. “Não se trata só de procurar essa família, mas de procurar uma nova dinâmica do lar para receber de volta essa criança, porque senão ela volta para a rua, já que a violência sexual e física continua acontecendo”.
Segundo o estudo, nos abrigos, as crianças reclamam de maus tratos, discriminação, excesso de rigidez e ócio, o que explicaria as repetidas fugas. “Você tem que criar uma rede de acolhimento que seja atrativa também, que tenha horários mais flexíveis, atividades mais atrativas para que a criança permaneça, porque a rua faz esta oferta. Existem instituições, as quais as crianças se referiram, que obrigam as crianças a tomar um banho frio de cara, a colocar um uniforme, de padronizar a conduta. Com esse tipo de criança, essa estratégia pode funcionar a médio ou longo prazo, mas não em um momento inicial”.
Há dois meses o governo federal tem se reunido em uma “mesa de trabalho” composta por vários ministérios para bolar um plano de atendimento que leve em consideração também o uso de crack. O ponto de partida, segundo Carmen, é o reconhecimento de que a rede sócio-assistencial, a escolar e a de saúde têm falhas que devem ser corrigidas com novos dispositivos. A proposta deve ser apresentada aos ministros das pastas envolvidas até o final do mês de setembro, para que seja encaminhada à Presidência da República.
“Do ponto de vista do atendimento ao usuário de crack, estamos desenhando um novo serviço. Porque a desintoxicação no hospital geral não funciona para crianças e adolescentes em situação de rua, ela é muito rápida, não dá a porta de saída e a criança volta para a rua. As comunidades terapêuticas, que estão fora da rede pública, trabalham com uma lógica contra a qual temos algumas críticas, a rede de Caps (Centros de Atenção Psicossocial) possuem furos, porque não trabalham com crianças e adolescentes, embora trabalhem com álcool e drogas, os Caps da Infância e adolescência, já são o contrário, porque não trabalham com dependência química”, diz. Ela adianta que a proposta será de um serviço novo, em formato de residência terapêutica temporária, onde seria realizado tratamento clínico, psicológico e psiquiátrico.
Segundo ela, caso a iniciativa seja levada adiante pelo governo, imagina-se que os ministérios devem abrir linhas de financiamento, e aos municípios, seria disponibilizado o pacote inteiro. “Temos uma convicção, não basta ter o residencial-terapêutico-transitório. Se não tiver a rede sócio-assistencial para fazer o acompanhamento familiar, não vai dar certo. Então, se trata do município aderir a um plano, a um protocolo de atendimento, e acreditamos que esse é o diferencial em relação a propostas feitas anteriormente”.
Na atual conjuntura, segundo Carmen, é importante considerar que episódios como os ocorridos em São Paulo não podem ser sanados com medidas superficiais. “Antes havia todo um confronto com a sociedade sobre a redução da idade penal, agora, aparece outra lógica com as crianças infratoras que têm que ir o mais cedo possível para o sistema socio-educativo. Antes da família, dos Estados e da sociedade fazerem um mea culpa, daquilo que se naturalizou, nós vamos penalizar novamente a criança ou o adolescente? Aquele que teve todos seus direitos violados, não convive mais com a família, teve todos os seus direitos violados, que está fora da escola, que está sujeito a violência das ruas? Daí pegamos essa criança e aplicamos mais punição?”, indaga.
Ela se mostra contra medidas mais duras contra essas crianças, como a possibilidades de proibir que saiam das instituições, que devem ser encaradas como um lar por esses menores. “Se o abrigo é atrativo, se a casa é atrativa, a criança não foge”.
Fonte: Daniel Favero (Site Terra)
domingo, agosto 28, 2011
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