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quinta-feira, maio 24, 2012

A escola não pode desistir do aluno'


Fabricio Carpinejar (Foto: Divulgação)
Fabrício Carpinejar: história de superação na alfabetização e relação visceral com as palavras 
(Foto: Divulgação)

O escritor Fabrício Carpinejar é autor de livros premiados e sabe lidar como ninguém com as palavras. O que poucos sabem, porém, é que ele sofreu com notas baixas quando era criança, mas conseguiu deslanchar com a ajuda da mãe, a poetisa Maria Carpi, que nunca desistiu do filho e o manteve na escola, apesar de a professora ter dito que o então menino não ia se alfabetizar.

“Tudo que sai do padrão é um problema. No meu caso, tenho esse rosto abobado e chegaram a pensar em retardo. Fiz vários eletroencefalogramas, vivia com a cabeça cheia de massinha por conta dos eletrodos. Eu não era distraído, como parecia. Na verdade, eu era muito concentrado. Minha mãe nunca aceitou os diagnósticos, porque diagnóstico não é destino, é retrato provisório. Em casa, montava quebra-cabeça de palavras e ia me ensinando com paciência. Alfabetizar não é parto cesárea, e sim parto normal. Eu só tirava nota ruim, mas com a ajuda de minha mãe, comecei a me sair muito bem. Acho que meu caso é de superação e de vingança pelo amor. Minha relação com as palavras hoje é visceral e faminta, elas chegam como melodia”, conta o escritor, que lança em junho o livro “Ai, Meu Deus, Ai, Meu Jesus”, com crônicas sobre sexo.

Casos como o de Carpinejar são comuns, porém, muitas histórias não têm um final feliz como a dele. Antes de se dedicar à vida acadêmica, a professora Margareth Brainer trabalhou por treze anos com educação básica e viu muitos alunos amargando notas baixas. Mas, é possível reverter o quadro e afastar o fantasma da reprovação, afirma a especialista.

Professora Margareth Brainer (Foto: Divulgação)Professora Margareth Brainer (Foto: Divulgação)
“A escola não pode esperar o final do ano. É possível identificar desde cedo que o aluno não vai bem. E, na maioria dos casos, isso não tem nada a ver com distúrbio de aprendizagem, que é outra coisa. A instituição tem como tomar a situação como desafio, e não desistir do aluno. A solução é investir em estratégias como tarefas diferenciadas, aulas no contraturno, acompanhamento mais intenso das crianças e apoio da família. Infelizmente, o que se vê são os estudantes jogados à própria sorte. Mas, não podemos culpar só os professores. Já ouvi relatos de docentes com o coração partido, porque tinham cinco alunos com notas ruins e não tinham tempo ou estrutura para ajudá-los. As ações devem ser conjugadas, não vejo possibilidade de mudança sem isso”, conta Margareth, que é mestre em Psicologia Cognitiva pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e doutoranda na Faculdade de Educação da UFRJ.
Teresa Andion Psicopedagoga (Foto: Divulgação)Psicopedagoga Teresa Andion (Foto: Divulgação)
A psicopedagoga Teresa Andion também acredita que os alunos com dificuldade devem receber atenção especial das escolas e da família. “A instituição não pode dizer que o problema não é dela, e nem os pais jogarem a culpa no colégio. A dificuldade de aprendizagem é um processo provocado por fatores internos e externos. Se a criança não está bem em casa, ela vai mal na escola, e vice-versa. É importante a parceria da família com o professor para melhorar o desempenho das crianças e deixá-las mais felizes”, diz a especialista, que é mestre pela Universidade São Marcos (São Paulo) em Psicologia do Desenvolvimento Humano e Processos Ensino-Aprendizagem.
 

Mãe comemora a 2ª formatura de filho com Down: 'superamos o preconceito'

Roseli (Foto: Arquivo pessoal)Roseli e o filho na colação de grau de Licenciatura em Educação Física (Foto: Arquivo pessoal)
A secretária Roseli Mancini comemora a segunda formatura do filho, João Vitor, que tem Síndrome de Down. No último sábado (19), ele colou grau no curso de Licenciatura em Educação Física, e em 2009 ele concluiu o bacharelado na mesma área. "Ele nasceu em São Paulo e quando completou dois meses de vida viemos morar em Curitiba. Aí começou nossa caminhada. Sem conhecer nada da cidade, fomos a procura de um tratamento, nos indicaram a Associação de Pais e Amigos Excepcionais (APAE). Hoje, depois de tanta luta, podemos comemorar e deixar para trás muitos 'nãos' e além de tudo, superamos o preconceito”.
João Vitor tem 25 anos e explicou, em entrevista ao G1, na manhã desta quinta-feira (24), que os preconceitos foram vários e relatou alguns casos. "Eu lembro bem de um caso que ocorreu na primeira faculdade. Estávamos em uma aula de atletismo e eu estava fazendo um movimento errado, e, ao invés da professora me corrigir, ela falou: "deixa ele". Eu fiquei muito decepcionado e me perguntei porque ela teria agido daquela forma. Também não entendi que tipo de metodologia ela usava. Eu esperava que ela me ajudasse. Bastava ela ter me corrigido".
João Vitor tem 25 anos e passou no vestibular na primeira tentativa  (Foto: Arquivo pessoal)
João Vitor tem 25 anos e passou no vestibular na
primeira tentativa (Foto: Arquivo pessoal)
Em outro caso relatado pelo jovem, o preconceito, segundo ele, veio de uma das colegas de classe. "Por parte dos colegas eu sempre tive que provar que era eu que fazia os trabalhos e os deveres. E um dia, uma das colegas falou que ela tinha feito o trabalho sozinha, sendo que eu também havia participado. Na verdade (...), ela me deixou tão pra baixo e deprimido que não tive reação na hora. Com isso, eu preferi sempre fazer os trabalhos e deveres sozinho".
A mãe contou que o filho ficou na APAE até os dois anos e meio. “Quando percebi que lá não havia mais nada a acrescentar na vida do meu filho, tomei a decisão de colocá-lo em uma escola regular. E deu super certo (...), no início fui criticada por muitas pessoas pela minha ousadia, mas hoje posso comemorar o resultado - meu filho já têm duas faculdades”.
Quero fazer a diferença e abrir as portas para dar mais qualidade de vida para esse público"
João Vitor, educador físico com Síndrome de Down
Ele passou no vestibular na primeira tentativa e concluiu o Bacharelado em Educação Física na Universidade Tuiuti, em julho de 2009. Em seguida, entrou no curso de licenciatura na mesma área e concluiu no final do ano passado. “Quando chegou o dia da colação de grau, mais uma vez, foi uma emoção sem igual, uma vitória indescritível”, confessou a mãe.
Roseli aconselha os pais que também têm filhos com Síndrome de Down e explica que o princípio de tudo é encarar a situação com normalidade. "Penso que os pais com filhos especiais, em primeiro lugar devem eles próprios não ter preconceitos, pois, muitas vezes, inconscientemente, eles têm, e isto dificulta o relacionamento com o externo. Devem acima de tudo optar por escolas regulares, sem medo do preconceito, pois só do lado de crianças normais, com parâmetros normais, os filhos poderão evoluir".
"Estou feliz. Meu maior sonho a partir de agora é abrir uma academia voltada para o público com necessidades especiais, como eu, ou dar aula em escolas. Percebo que essas pessoas precisam de incentivo e de boa expressão corporal, coisas que foram essenciais na minha vida até agora. Por isso, quero fazer a diferença e abrir as portas para tentar dar mais qualidade de vida para esse público", acrescentou João.
Roseli contou também que João Vitor já encaminhou alguns currículos para tentar um espaço no mercado de trabalho, mas afirmou que ele enfrenta barreiras diariamente. “O problema é que ainda existe muito preconceito. Mas não perdemos a esperança, estamos aguardando uma chance”, concluiu.

terça-feira, maio 22, 2012

10 passos para se sair bem na primeira reunião de pais


Depois da apresentação da proposta da escola pelo diretor, é a sua vez de entrar em cena. Se você descrever o programa de sua disciplina e a metodologia de forma clara e reservar um tempinho para responder a dúvidas, vai fisgar a família e transformá-la em grande aliadaA primeira reunião entre pais e professores é uma ótima oportunidade para iniciar uma parceria de um ano inteiro em torno do mesmo objetivo: levar crianças e adolescentes a aprender. "Essa é nossa chance para pescar os pais", aconselha Helvécia Costa, diretora da Escola Estadual Andronico de Mello, em São Paulo. Para ela, esse é o momento de despertar na família o interesse em participar da vida escolar dos filhos. Uma reunião bem conduzida, portanto, faz a diferença. O ideal é dividi-la em duas partes: a primeira, mais geral, fica a cargo da direção ou da coordenação; a segunda, em classe, é com o professor. Veja como ter sucesso nessa tarefa.

1. Definir o roteiro com a direção 
Para não perder o foco, vale organizar antecipadamente com a direção um roteiro do que será dito às famílias. "Os pais têm direito de saber qual é a linha pedagógica adotada", defende a pedagoga Maria Maura Barbosa, do Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária (Cedac), em São Paulo. Como em muitas escolas públicas, a primeira parte da reunião na Andronico de Mello é para todos os pais. Em 2005, entre os assuntos debatidos estavam a proibição de celulares ligados em classe e o uso do uniforme. Depois dessa discussão, os pais são encaminhados para grupos diversos, de acordo com a série dos filhos, para a reunião com os professores. "Insistimos na questão da disciplina e explicamos o que a escola espera da garotada", diz Helvécia. 

2. Preparar e enviar os convites 
O convite, enviado com pelo menos uma semana de antecedência, deve conter: 

O aviso claro da reunião, com dia, local, hora para começar e terminar. 

Os temas a serem tratados. Entre eles devem estar o programa do ano ou pelo menos do primeiro bimestre, as normas da escola, o material escolar a ser providenciado (e, se possível, dicas de lugares que tenham preços mais baixos), qual o sistema de avaliação, os horários e a importância das tarefas de casa. 

Um lembrete de que não haverá tempo para falar das crianças individualmente e que isso será feito durante todo o ano em reuniões periódicas. 

3. Cuidar do ambiente 
O local do encontro deve ser preparado com cuidado para que todos se sintam esperados e acolhidos. Alguns professores costumam pedir às crianças para fazer desenhos e com eles decoram a sala onde será a reunião. Dar aos pais a oportunidade de identificar o trabalho do filho entre tantos outros é uma forma afetuosa de dar boas-vindas. Nem sempre isso é possível, mas uma faixa simples ou uma saudação na lousa são outras formas simpáticas de acolher os pais. Se a reunião for feita à noite, é bom providenciar água, café e biscoitos para quem vier direto do trabalho. 

4. Garantir a participação ativa dos pais na reunião
Isso é fundamental para o sucesso do encontro entre escola e família. Reserve um tempo para os pais fazerem perguntas e propostas. Questões específicas sobre uma criança, que não sejam do interesse geral, ficam para depois, como informado no convite. Na opinião de Anizu Tavares, mãe de um aluno matriculado no ano passado na 1a série da Escola Estadual Professora Eleonor Mendes de Barros, em Barueri (SP), o mais importante na primeira reunião com os professores foi perceber que eles sabiam ouvir. "Muitos pais estavam inseguros e ansiosos. 

Eu tinha muitas dúvidas sobre como seria o contato do meu filho com as crianças maiores no horário de entrada e de saída e no intervalo. Mas tudo foi explicado e fiquei tranqüila." 

5. Fazer um resumo do programa de sua disciplina e da metodologia a ser usada 
Todos os professores devem se apresentar aos pais e expor seu programa. Quando a reunião é com os responsáveis por alunos de 5a a 8a série, fica encarregado pela conversa o orientador pedagógico ou um professor escolhido pelos colegas. "Apresentamos todos, inclusive os de aulas específicas, como Inglês, Informática, Educação Física, Artes e Laboratório de Ciências", diz Alessandra Thomaz Vicente Lee, orientadora e coordenadora pedagógica do Colégio Elvira Brandão, em São Paulo. Eles explicam sua proposta para a matéria e como pretendem colocá-la em prática. O tempo de cada professor deve ser determinado antes para que todos possam participar. 

6. Falar da periodicidade dos encontros 
Se os pais sabem quando terão novas oportunidades de encontrar os professores, é criado um compromisso entre a família e a escola. "Deve-se mostrar que a relação será duradoura e produtiva e que haverá um momento para atender os pais que precisam conversar sobre problemas específicos", afirma Helvécia, do Andronico de Mello. Atualmente os pais trabalham demais, têm uma vida corrida e tendem a delegar a educação do filho totalmente à escola. 

É importante, no entanto, mostrar que a aprendizagem só acontece se a escola, o aluno e a família trabalharem juntos. 

7. Preparar a leitura de um bom texto literário 
Para descontrair os pais e fazer com que se sintam mais à vontade, uma dinâmica pode funcionar bem. Escolha uma que facilite a integração, mas que não demore mais do que 15 minutos. Aplique logo depois da apresentação dos professores, explicando antes o que eles vão fazer e qual o objetivo. "Preparamos uma atividade que, num futuro próximo (a aula do dia seguinte, por exemplo), será dada aos alunos. Assim, os pais vivenciam a metodologia utilizada pelo professor", diz Alessandra, do Colégio Elvira Brandão. 

8. Mostrar a escola 
Em uma pequena excursão, leve os pais para conhecer as salas de aula, biblioteca, laboratório, banheiros e quadras. "Eles querem a confirmação de que escolheram a escola certa para os filhos. Conhecer o espaço onde a criança ou o adolescente passa tantas horas do dia e perceber que é seguro e adequado ao ensino os deixa satisfeitos", diz Ivani Cesar Rubio, professora da Escola Espírito Santo e do Instituto de Educação Joana D'Arc, ambos em São Paulo.

9. Apresentar os funcionários 
Todas as pessoas que trabalham na escola devem ser apresentadas aos pais: o pessoal da merenda ou da cantina, quem cuida do pátio na hora do recreio, os funcionários da secretaria, os faxineiros. Além das devidas apresentações, o professor deve explicar o que cada um faz, os horários das merendas, as normas, os cuidados com a higiene... O importante é que os pais saibam que seus filhos estão sendo cuidados e bem tratados por todos. É o que eles esperam da escola que escolheram. 

10. Enfatizar a importância da presença dos pais nas atividades escolares dos filhos 
Uma boa maneira de concluir o encontro é lembrar aos pais o papel deles na aprendizagem dos filhos. Dados do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb) mostram que crianças que fazem parte de uma família que participa de forma direta do dia-a-dia escolar dos filhos apresentam desempenho superior em relação às demais. Essa participação se dá de modo simples: conversar sobre o que acontece na escola, acompanhar o dever de casa e incentivar a leitura, por exemplo. Nada garante que eles sairão completamente confiantes da reunião, mas se você conduzi-la bem, com firmeza e paciência, a ansiedade dará lugar ao espírito de cooperação

recebido por email: grupo sugestão atividades escolares....

Obrigada pela leitura.

Como detectar o abuso infantil (depoimento da Xuxa




"A apresentadora Xuxa contou que foi abusada sexualmente da infância até os 13 anos em depoimento ao quadro "O Que Vi da Vida", exibido neste domingo (20) pelo programa "Fantástico". Segundo ela, os abusos foram feitos por seu padrinho, um professor da escola e até mesmo um homem que iria casar com a sua avó.
"Eu vivi isso na infância e na minha adolescência, até meus 13 anos. Talvez pelo fato de eu ser grande. Eu fui abusada, eu sei o que é isso, a gente sente vergonha, a gente acha que é culpada. Eu sempre achei que eu estava fazendo alguma coisa, que era a minha roupa", contou Xuxa e prosseguiu: " Não foi uma pessoa, foram algumas pessoas em momentos diferentes da minha vida. Eu me sentia mal, suja, errada", disse.
A apresentadora disse ainda que nunca havia contado a história com medo das pessoas "olharem para ela de maneira diferente". Em seguida ela chegou a cogitar que isso pode ser a razão por nunca ter casado ou mantido um relacionamento por muito tempo. "Meus grandes amores são a minha mãe e as crianças. Vivi um grande amor, mas foi rápido", comentou ela referindo-se ao piloto de Fórmula 1 Ayrton Senna."

Fonte:http://televisao.uol.com.br/noticias/redacao/2012/05/20/em-entrevista-ao-fantastico-xuxa-conta-que-sofreu-abuso-sexual-ate-os-13-anos.htm


Infelizmente Xuxa não foi a única a sofrer abuso sexual na infância. Milhares de jovens e crianças passam por isso diariamente. Assim como a apresentadora que se fechou e guardou esse "segredo" por anos, muitas crianças também se retraem e se calam por medo e culpa.

Essas características de retraimento da vítima frente a violência sexual é um dos maiores problemas, pois dificilmente outras pessoas conseguem descobrir e ajudar a criança. Por este motivo relatarei aqui algumas características físicas e comportamentais de crianças que estão sofrendo abusos. Se você é pai, mãe, professora, tia ou simplesmente convive com crianças, FIQUE DE OLHO nos pequenos a sua volta.

Primeiramente é preciso compreender que abuso sexual é uma das possíveis formas de violência infantil que se dá quando um adulto usa uma criança para se satisfazer sexualmente. Qualquer forma de aproximação com conotação sexual de um adulto para um menor é considerado abuso.

Segue algumas características físicas apresentadas por crianças violentadas:

1- Dor, sangramento e lesões nas regiões genitais e ou anal.
2- Infecções do trato urinário
3- Gravidez
4- Escoriações, hematomas e dores musculares.

Normalmente as características físicas são as que mais chamam atenção, porém é comum a vítima também esconder esses sintomas. Portanto, fique atento as características comportamentais e psicológicas que são:

1- Em crianças menores (idade pré-escolar): condutas sexualizadas (quando está brincando, por exemplo), comportamentos regressivos, enurese noturna, retração social (timidez excessiva que surge de repente), medos sem explicação aparente e que surgem repentinamente, transtornos do sono (insônia, pesadelos e sonambulismo), apatia ou agressividade, birras e choros sem motivos aparentes ou em excesso.

2- Em crianças maiores (em idade escolar), além das caraterísticas citadas anteriormente, podem também apresentar: queda no rendimento escolar brusca, excessiva submissão frente aos adultos, ou desobediência(rebeldia), queixas de dor de cabeça e mal estar (queixas psicossomáticas), fobias, agitação e dificuldade de concentração.

3- Em adolescentes: rebeldia, promiscuidade, coerção sexual a crianças, retração social, abuso de álcool e drogas, fugas de casa, insônia ou sono excessivo.


Esses sintomas quando isolados não afirmam que a criança esteja sofrendo abuso, porém se você notar várias características ao mesmo tempo, observe a criança, tente conversar com ela para que ela se abra, procure ajuda de um psicólogo, pois esse profissional possue ferramentas que ajudarão a descobrir o que de fato está ocorrendo e ajudará a vítima com as possiveis consequências e sequelas.

Se você não tem tanto acesso a criança, mas sabe que a violência (seja sexual, emocional ou física) esteja ocorrendo,DENUNCIE E DISQUE 100.

Creio que a apresentadora Xuxa não se expós para todo o Brasil á toa,  este foi o momento que ela se sentiu amadurecida e pronta para "por a boca no mundo" e lutar contra esse tipo de violência. Vamos torcer para que mudanças positivas ocorram daqui para frente.

Observe, converse, passe segurança e acolha a criança. Isso é fundamental para protegê-la contra o abuso sexual e qualquer outro tipo de violência!

Vale lembrar novamente, que o dia 18 de maio foi o dia Nacional Contra a Violência e Exploração Sexual de crianças e adolêscentes (leia o post anterior sobre o assunto - http://peque-nino.blogspot.com.br/2012/05/dia-18-de-maio-dia-nacional-de-combate.html).





Ana Paula Miessi Sanches - Psicóloga Infantil