A mente que mente é regador de ilusões não faz proliferar jardim...

Amigos que agente faz por ai...

sábado, junho 02, 2012

Especial tema: Autismo...Liberdade Vigiada: Pai ‘grampeia’ filho autista e descobre agressões verbais da professora



Leiam e revoltem-se!!!


Em tempos de grampos e escandalosas revelações feitas graças a escutas legais (e talvez até ilegais), imagine mandar uma criança “grampeada“ para a escola a fim de descobrir abuso por parte dos professores? Você faria isso?
Foi o que o pai de um menino autista de dez anos fez, nos Estados Unidos. Stuart Chaifetz, de New Jersey, resolveu mandar um gravador escondido no filho, desconfiado dos surtos de ansiedade e das reclamações que partiram da própria escola sobre o comportamento violento de Akian, o filho, que estaria batendo na professora e atirando cadeiras.
Autista e com dificuldades de comunicação, o garoto tinha uma natureza dócil e amorosa, afirma o pai. “Alguma coisa estava acontecendo na escola com meu filho, porque não fazia sentido”, diz o pai, em vídeo postado no YouTube. O garoto retornou para casa com horas de gravação classificadas pelo pai como abuso e agressão verbal. O pai flagrou não só conversas impróprias dos professores, sobre abuso de álcool e suas vidas sexuais, na frente das crianças, mas crueldade verbal. “Naquele dia, minha vida mudou para sempre. Ouvi coisas nojentas, vis…era bullying contra meu filho”, diz.
Revoltado, Stuart desabafou: “eles sabiam que nenhum daqueles meninos seria capa de relatar em casa o que se passava na escola”.
Trechos do áudio:
“Com quem você está falando? Com ninguém?”, pergunta a professora para o menino, que, às vezes, fala sozinho. Chateado, ele começa a chorar alto.
“Vai, pode continuar o choro, sabe por quê? Porque você não vai conseguir nada até você calar a boca”, continua a ajudante.
Dias depois, o pai conta ter enviado um email para a professora perguntando se alguém, na escola, tinha mandado Akian calar a boca, com essa expressão. Segundo ele, a professora responder “não, nós não fazemos isso”. Se tem algo na escola que pode deixar os pais temerosos é o bullying, o comportamento inadequado, às vezes violento, de agressão verbal e até física por parte de outras crianças. Humilhação, ou implicâncias aparentemente inocentes que podem deflagrar um processo de rejeição e aniquilamento psicológico de uma criança, ainda crua na arte de defender-se. Ninguém quer ver o filho passar por isso. Mas e quando essa agressão vem da equipe que deveria justamente protegê-lo?
De todas as paranoias que frequentam a cabeça dos pais, o medo de que os filhos sejam maltratados por empregados, por exemplo, ocupa a pole position de quem precisa trabalhar e não tem com quem deixar os pequenos. Muitas pessoas preferem a creche justamente por acreditar que, no ambiente coletivo, mais olhos estão atentos e menos chances há de um adulto se portar mal com a criança. Por isso essa história me pareceu o pesadelo, com requintes de crueldade por se tratar de uma criança com dificuldade de comunicação, especial, que requer uma atenção diferenciada.
O vídeo e o áudio estão em inglês com legendas em inglês, mas até pelo tom de voz da professora ou da assistente (não dá para saber), é de se notar que algo estava errada na condução de crianças especiais. Elas reclamam dos maridos na frente das crianças, falam de bebedeira, de vomitar por causa de vinho…”Elas tratavam aquelas crianças como subhumanas”, diz o pai, no vídeo.
Segundo o texto do vídeo, uma das assistentes foi demitida. A professora foi transferida de unidade. A repercussão foi imediata. Dezenas de pais de crianças especiais começaram a entrar em contato com Stuart pedindo ajuda porque desconfiavam de comportamentos inadequados nas escolas. Temiam que seus filhos, indefesos, não estavam sabendo contar o que se passava. Pelo visto, não era um caso único.
“São pais desesperados precisando saber o que se passa na escola”, disse Stuart, ao Huffington Post.
Gravar pessoas sem consentimento ou autorização judicial não serve de prova em processos judiciais sob as leis brasileiras, nem nos Estados Unidos, onde o rigor é ainda maior, mas pode ajudar a abrir uma investigação e, o mais importante, impedir que seu filho seja maltratado.
Você faria isso? Conhece alguém que tenha descoberto algo muito ruim em casa graças a câmeras escondidas?
Para ver o vídeo clique aqui.

Hoje é dia de vestir azul e de direcionarmos a atenção aos portadores de Autismo, síndrome que atinge milhões e milhões de pessoas em todo o mundo.


De acordo com as pesquisas mais recentes, pode-se estimar que 1 milhão de brasileiros possuem algum transtorno relacionado ao autismo. No entanto, não se sabe quantas destas pessoas estão sendo atendidas, quantos atendimentos são realizados e quem paga por estes atendimentos.
Para ajudar no levantamento dessas informações, a AMA – Associação de Amigos do Autista, está promovendo um levantamento de informações das instituições de atendimento do autismo no Brasil.
Para participar é muito fácil. Basta fazer o download do questionário, preenchê-lo e enviá-lo para campanha@ama.org.br. Todas as informações serão encaminhadas ao Ministério da Saúde com intuito de elaboração de políticas públicas para as pessoas portadoras de autismo.
Clique aqui para fazer o download do questionário.
Fonte: Associação de Amigos do Autista - www.ama.org.br
******
#FICADICA
Evento da Campanha Nacional pela Assistência e pelos Direitos da Pessoa com Autismo
Clique aqui para ampliar.





AUTISMO
Fernanda pergunta: Meu nome é Fernanda, tenho 31 anos. Meu filho Daniel tem 8 anos, e há cerca de um ano foi diagnosticado como portador de autismo. Engraçado que, apesar de sempre desconfiar, por causa de alguns de seus comportamentos, os médicos achavam que ele não tinha nada. Pois bem, a minha maior preocupação com ele é sobre a sua alimentação muito restrita e o uso do risperidona. Primeiro, quanto à alimentação, ele só quer comer massa, pizza, empada, etc... Muito raramente ele come batatas. Arroz e feijão ele vomita. Legumes de jeito nenhum. Não sei mais o que fazer. De um ano para cá ele engordou muito. Ressalto que ele, além de autista, é cardiopata, e não pode engordar. E quanto ao risperidona, é o melhor tratamento, ou devo buscar uma outra opinião médica?
Priscila Spiandorello*, nutricionista, responde: Fernanda, quanto à alimentação dele, as crianças são realmente muito seletivas, mas não podemos deixá-las comer alimentos que não são saudáveis a elas. É preciso buscar orientação e ajuda. Preste atenção o porquê dessa necessidade de comer apenas estes alimentos. O glúten e a caseína causam uma sensação de prazer, gerando uma avidez por estes alimentos, que por sua vez causam hiperatividade, falta de concentração, irritabilidade, dificuldade na interação da comunicação e sociabilidade.
Dr. Estevão Vadasz**, psiquiatra, responde: Fernanda, a risperidona é um excelente medicamento para pacientes agitados e, eventualmente, agressivos. Porém, um dos efeitos colaterais mais indesejados é o aumento do apetite e, consequentemente, do peso. Em casos mais graves, provoca a síndrome metabólica: aumento do colesterol, triglicérides, glicemia (risco de diabetes). A solução é introduzir um regime hipocalórico associado a atividades físicas.
Márcio pergunta: Olá. Tenho um filho com autismo. Ele ainda não fala, só passou a comer com 2 anos e é muito nervoso. Às vezes se morde ou arranca os cabelos. Peço, encarecidamente, uma orientação, pois sou pai solteiro e ele é adotivo. Meu filho é uma criança muito amável comigo, mais tem grande dificuldade de se relacionar com outras crianças. Quando o levo em festas de aniversário, ele fica muito agitado, tenho tentado alguns medicamentos para acalmá-lo, porem ele tem reação contrária aos medicamentos. Costuma ficar muito nervoso e sem sono. Hoje ele só faz o medicamento de risperidona, mesmo assim, ele ainda é muito agitado.
Dr. Estevão Vadasz**, psiquiatra, responde: Márcio, a Risperidona é um ótimo medicamento para tratar determinados sintomas. Muitos pacientes autistas não suportam aglomerações e ruídos (barulho) assim como contato com pessoas desconhecidas. Evitar mudanças bruscas de rotina e introduzir "novidades" aos poucos ajuda muito.
Cícera Maria pergunta: Parabéns pelo programa! Pena que é raro se ver esses temas abordadosna TV, daí o desconhecimento das pessoas. Tenho também um "anjinho "de 21 anos que é Sindrome de down + autista e, portanto, partilho de todas as dores e alegrias das demais mães. Meu filho também desenvolveu na puberdade a síndrome do intestino irritável, que tem ocasionado muito sofrimento para ele. Pergunto ao doutor se isto é comum? Deus abençoe a todos e tudo azul!!!
Dr. Estevão Vadasz**, psiquiatra, responde: Cícera, no H.C. tenho vários pacientes autistas com Síndrome de Down, mas a síndrome do cólon irritável não é comum em autistas. Procure um bom gastroenterologista.
Clique aqui para conferir as postagens do programa sobre autismo.
* Priscila Spiandorello, é nutricionista clínica funcional. Participou como especialista convidada do Papo de Mãe sobre AUTISMO exibido em 03.04.2011.
** Dr. Estevão Vadasz é psiquiatra e coordenador do Ambulatório de Autismo do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas de São Paulo. Participou como especialista convidado do Papo de Mãe sobre AUTISMO exibido em 03.04.2011.

SAÚDE BUCAL
Márcia pergunta: Com que idade a criança pode usar aparelho? Minha filha tem 7anos e tem dois dentes na parte inferior na frente que estão para dentro.
Dr. Christian Wehba***, dentista, responde: Cara Márcia, normalmente indicamos o uso de aparelho a partir dos 8 anos quando a criança apresenta uma dentição mista, ou seja, dentes de leite e definitivos juntos na boca. Esse é um bom momento para começarmos a corrigir os problemas de posicionamento bucal.
Fábia pergunta: Olá, meu sobrinho tem sete anos e ainda não começaram a cair os dentes de leite. Isto é normal? Devo ficar abalando com a mão? Isto é normal?
Dr. Christian Wehba***, dentista, responde: Fábia, os dentes de leite, ou decíduos, normalmente caem por volta dos 6 a 7 anos de idade. Não fique abalando os dentes de seu sobrinho com sua mão sem antes consultar o dentista e verificar se a saúde bucal de seu sobrinho está ok. Provavelmente devemos realizar radiografia da boca dele e ver a sequência dos dentes se estão de acordo com o esperado.
Roberta pergunta: Minha filha está com duas "janelas" e nada dos dentes nascerem. Estou ficando preocupada. Quando o dente cai, será que é normal demorar tanto para nascer? Os outros nasceram mais rápido... até quanto tempo é normal um dente demorar a nascer? 
Dr. Christian Wehba***, dentista, responde: Roberta, para responder sua pergunta precisamos de radiografias da boca de sua filha para ver o porque da demora.
Clique aqui para conferir as postagens do programa sobre saúde bucal.
***Dr. Christian Wehba é dentista com especialização em Periodontia e formação em Implantodontia. Participou como especialista convidado no Programa Papo de Mãe sobre SAÚDE BUCAL exibido em 20.03.2011
A coluna SOS PAPO DE MÃE funciona assim: você escreve para a gente a sua dúvida relacionada ao assunto da semana e a gente encaminha ao especialista que participou do programa. Assim que obtivermos a resposta encaminhamos a você, e caso autorizados, publicamos no blog. A intenção desta publicação é ajudar outras pessoas que por acaso tenham as mesmas dúvidas. Caso você não queira ser identificado, basta avisar que manteremos o sigilo do seu nome e outros dados que possam identificá-lo. O nosso e-mail é papodemae@papodemae.com.br. Obrigada a todos pela participação e ajudem a divulgar o Papo de Mãe!!!
 

AUTISMO: relato de uma mãe


Olá, pessoal!
Estamos de volta para falar sobre AUTISMO, nosso tema da semana. E como de costume, vamos dar voz a quem entende do assunto por experiência própria. A Gleice, do Rio de Janeiro, nos escreveu contando um pouco da sua vida como mãe do João Gabriel, que é autista.
Sem mais delongas, vamos direto ao que interessa. Segue para vocês o relato!
"João Gabriel tem 5 anos. Apesar de ser verbal que só fala quando quer, ele não demonstra interesse em questões didáticas. Os trabalhinhos da escola (é uma escola convencional, que aceita o especial sem "ser específica"), muitas vezes, não são feitos nem na própria escola. Contudo, está perfeitamente adaptado, socializado e integrado. Mas tenho uma certa angústia em relação a isso, pois mesmo sabendo que o tempo dele de resposta pode demorar mais que o restante da turma, penso: - será que ele vai aprender? Será que vai ter condições de se profissionalizar? Vai caminhar sem depender tanto de mim? Pode parecer precoce ou precipitado, mas é que nós, pais e mães, não estaremos perto deles para sempre. E aí, como será se não estiverem preparados para vida?
Nunca sei de devo insistir ou não com as tarefinhas que vem para fazer em casa; se eu mesma deveria auxiliá-lo de outra forma, enfim, me sinto um pouco dentro de uma bolha sem saber como sair. Fora o lado comportamental, que de uns tempos pra cá, apresenta certa agressividade mediante a contrariedades. Apesar dos atendimentos que recebe, fico pensando se não falta algo a ser feito. Talvez nenhum de vocês poderá responder todas as nossas dúvidas e questionamentos....
Quanto a nós pais, responsáveis pelo indivíduo autista, temos tentado aliviar nossas tensões e dúvidas, promovendo “Orkontros”, que são encontros para pessoas autistas, pais e responsáveis em nossas casas, mensais ou bimestrais. Porque não há real amparo para os pais...
Também acho que deveria haver um local, como há em alguns países, para que as famílias tivessem algum tipo de lazer, descanso mesmo, porque lidar com autista desgasta muito nosso emocional, além do físico. Muitas pessoas simplesmente desistem dos tratamentos por não aguentarem a rotina de terapias, quase sempre distantes de nossas casas.
Faltam locais realmente preparados para atender o autista: escolas, centros de lazer. Falta quase tudo para o indivíduo autista. O número de centros de terapias está longe do ideal. Eu moro em São Cristóvão, Zona Norte do Rio, e meu filho é atendido em outro município, em São João de Meriti. Encaro duas vezes na semana a Av. Brasil com seus muitos problemas e a Dutra, porque não consegui tratamento individual próximo de casa. Quando tudo está bem, amém. Mas quando João não concorda com o engarrafamento que eu nada posso fazer, sofremos juntos dentro do ônibus.
Esta é nossa maior bandeira: diminuir estas distâncias. Estamos tentando nos organizar como associação séria, aberta a todos que precisem, para buscarmos o direito a ser atendido, e criar espaços que atendam aos adolescentes de forma que aprendam uma profissão, que sejam também úteis para si e para sociedade. É preciso um olhar mais amoroso e atento à causa autista. Grande abraço e parabéns pelo espaço democrático que é o Papo de Mãe. Pena não serem aqui no Rio. Beijos! Gleice Valadares, mãe do João Gabriel."


DICA DE HOJE

REVISTA AUTISMO
Numa iniciativa inédita, um grupo de pais de crianças autistas criou a Revista Autismo, primeira publicação a respeito do assunto na América Latina e a única em língua portuguesa no mundo. Tudo isso somente com trabalho voluntário e doações. A revista é gratuita, de circulação nacional e foi lançada em setembro de 2010. Não bastasse essa conquista, que no caro e complexo mercado editorial pode-se dizer que é um verdadeiro milagre, a revista também inova usando, em sua versão impressa, QR-Codes (selos de integração de mídia que podem ser lidos por câmeras de celulares) para ampliar os assuntos abordados remetendo o leitor a material extra, como textos, vídeos e outros sites. Cada artigo ou reportagem que tem material extra, tem seu QR-Code.
O grupo de pais que criou a revista não se conhece pessoalmente, apenas através da internet, onde participam de listas de discussões por e-mail sobre a síndrome que acomete seus filhos: o autismo. “Temos um dos pais que tem uma gráfica, em Santa Catarina, e quando sugeri a ideia da revista, ele pediu doação de papel a seus fornecedores, o que foi prontamente atendido”, conta o publicitário e artista plástico Martim Fanucchi, idealizador da Revista Autismo, sobre o momento que viu a viabilização do que era apenas um sonho.
Em busca de patrocínio
Todo o processo de produção da revista foi feito com trabalho cem por cento voluntário, desde os artigos de renomados profissionais da área, até o processo de revisão e distribuição da revista.
Paiva Júnior é editor-chefe da revista
A revista teve uma quantidade significativa de exemplares impressos, porém, a demanda foi maior que o dobro do que havia sido feito. Faltou revista. O que demonstra o sucesso do “empreendimento” mesmo antes de que soubesse se o conteúdo era realmente bom. Um retrato da sede por informação sobre o transtorno do espectro do autismo no Brasil. O projeto busca agora uma ou duas grandes empresas para patrocinarem as próximas edições e consolidarem a publicação, que está estimada num custo anual de R$ 160 mil, para edições trimestrais.
A reportagem de capa da edição de lançamento cita a preocupante estatística do CDC (Center of Disease Control), dos Estados Unidos: uma em cada 110 crianças tem autismo -- número muito maior em crianças que a AIDS, o câncer e o diabetes. E a manchete de capa ainda questiona: “E aqui?”, referindo-se ao Brasil não ter estatísticas a respeito do autismo -- nem mesmo no atual censo do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) há qualquer pergunta sobre a síndrome.
O objetivo da Revista Autismo é levar informação séria e de qualidade para pais e profissionais em todo o Brasil e até mesmo fora dele -- a versão online da revista terá traduções para o inglês e o espanhol, além de estarem firmando parcerias para desenvolver o lançamento da revista em outros formatos digitais, como os e-books (livros eletrônicos) -- já há versão em formato PDF, compatível com diversos leitores de livros digitais -- e aplicativos para smartphone e tablets, como uma versão já em desenvolvimento para Apple iOS (iPhone, iPad e iPod Touch). Não custa lembrar que tudo isso é gratuito e está sendo produzido sem qualquer investimento financeiro, apenas com voluntariado.
O site da revista é http://www.revistaautismo.com.br/ (hospedado pelo patrocinador Hostnet.com.br) e tem a publicação na íntegra, sem restrições, além de material extra.
Paiva Júnior é o editor-chefe da Revista e esteve presente como convidado no Programa Papo de Mãe sobre AUTISMO, exibido em 03.04.2011.

DIREITOS DAS PESSOAS COM AUTISMO


A Defensoria Pública do Estado de São Paulo em parceria com mães, pais e representantes de entidades ligadas ao Movimento Pró-Autista elaborou a CARTILHA DE DIREITOS DAS PESSOAS COM AUTISMO, um documento que reúne informações sobre direitos, orientações sobre a rede de atendimento especializada no acompanhamento e tratamento de pessoas com essa condição, além de informações sobre a doença.
Desde 2008, a Defensoria Pública de São Paulo tem atuado na defesa de pessoas com autismo e seus familiares. Diversas são as ações propostas para ampliar a inclusão de pessoas com autismo na sociedade. Ao longo do último ano, a Defensoria Pública promoveu 6 visitas a locais que atendem pessoas com autismo na Capital. “O objetivo dessas visitas é conhecer a estrutura dos locais conveniados com o Estado que prestam atendimento aos autistas”, afirma a Defensora Pública Renata Tibyriçá, que atua na área. Além disso, a Defensoria Pública também atende familiares de pessoas autistas para garantir na Justiça o recebimento de atendimento de saúde especializado em entidades da rede particular custeadas pelo poder público, quando for inviável o atendimento pela rede pública. Os pedidos são feitos com base em uma decisão coletiva definitiva proferida pelo Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo em 2006, após ação civil pública do Ministério Público. De acordo com levantamento realizado pelo CDC (sigla em inglês para Centers of Deseases Control and Prevention), órgão de controle de doenças do governo dos Estados Unidos, a cada 110 crianças, uma é diagnosticada com autismo. Segundo dados da ONU, há no mundo todo mais de 70 milhões de pessoas com autismo. No Brasil, uma pesquisa do Departamento de Psiquiatria da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) aponta haver quase 2 milhões de pessoas autistas no País.
Para acessar a cartilha na íntegra, clique aqui, e ajude a divulgar este material. 
DICAS DE HOJE
Sites com informações sobre autismo:

Oi, pessoal! Estamos aqui para dar continuidade ao papo sobre autismo. O programa estava muito rico em informações, mas 1 hora de programa é sempre muito pouco para falar sobre tudo. É justamente para evitar que trechos e informações relevantes se percam que temos o blog, que funciona como uma “extensão” do programa. A seguir vocês conferem a íntegra da entrevista que Mariana Kotscho e Roberta Manreza fizeram durante o programa com a defensora pública Renata Tibyriçá*.
 Roberta Manreza: Quais os direitos das pessoas com autismo?
Renata Tibyriçá: As pessoas com autismo,sejam crianças, adolescentes ou adultos, têm os mesmos direitos que qualquer outra pessoa, só que eles têm uma proteção a mais. As crianças e os adolescentes têm a proteção do Estatuto da Criança e do Adolescente, que é uma proteção específica para a criança que está em desenvolvimento, que necessita de escola, saúde, atendimento especializado. Inclusive, aquela criança que tem uma necessidade especial ela tem direito, sim, ao atendimento especializado e adequado para a situação específica dela. E após os 18 anos, continua não sendo só protegida pelas nossas leis que são para todos nós, mas também pela lei que defende os direitos das pessoas com deficiência. Isso é até uma questão um pouco discutível, mas as pessoas que têm autismo, elas têm uma deficiência, elas são especiais, elas têm algumas diferenças.
Mariana Kotscho: Quer dizer, então, que ele pode, no ônibus, sentar no lugar para deficiente?
Renata: Exatamente. E isso é uma dificuldade das pessoas entenderem porque olhando para eles, aparentemente, eles não têm nenhum problema de desenvolvimento, mas eles têm. Eles têm necessidades especiais e que precisam ser protegidas e precisam ser respeitadas pelas pessoas. O problema é que as pessoas não entendem isso. Eles têm direito, por exemplo, a parar na vaga especial, têm direito ao bilhete único [especial]. A questão do transporte é até mais complexa, porque muitos têm dificuldades em entrar num transporte coletivo e eles precisariam, na verdade, de um transporte especializado, adequado às necessidades deles. Como existe, por exemplo, a "Atende", poderia existir um outro tipo de serviço fornecido tanto pela prefeitura quanto pelo Estado e que atendesse a crianças, adolescentes e adultos com autismo.
Mariana – Isso aqui em São Paulo, mas como é que fica a situação nos outros estados?
Renata – Isso é em todo Brasil, a lei é federal, tanto o Estatuto da Criança e do Adolescente quanto a lei da pessoa com deficiência, são leis federais aplicadas em qualquer cidade, em qualquer estado e esses direitos devem ser respeitados.
Roberta: Você falou que cuida de muitos processos de pessoas com autismo. Além dessa questão do transporte, quais as outras dificuldades que o autista enfrenta?
Renata – A grande dificuldade é de receber o atendimento adequado ou até mesmo ter o direito à educação garantida. Mas o estado de São Paulo, hoje, e acredito que em muitos estados do Brasil, não dispõe de escolas que tenham pessoas especializadas e capacitadas para atender pessoas com autismo. E isso é um problema grave. O estado de São Paulo, especificamente, faz convênios com algumas entidades.
Mariana: Até porque tem a lei da inclusão.
Renata: Nós temos vários casos, inclusive. Eu tenho um caso específico de Síndrome de Asperger em que o menino, que tem 13 anos, foi encaminhado para uma escola regular do Estado e a escola não dispõe de qualquer profissional ou trabalho específico. Nós, então, tivemos que pedir uma escola particular; o estado não se dispôs a pagar. Então, tivemos que entrar com uma ação para garantir esse direito dele.
Mariana: E conseguiu?
Renata: Conseguimos o direito, ele foi finalmente matriculado, demorou um tempo para o estado cumprir, mas conseguimos. A decisão é de outubro e o estado cumpriu agora, mas, graças a Deus, no início do ano letivo, e agora ele vai receber atendimento. Quem tem Síndrome de Asperger tem um potencial cognitivo para poder ter uma educação, claro que tem que ser especializada, mas uma educação regular, tem condições de cursar a faculdade, inclusive.
Mariana: E como fica o mercado de trabalho?
Renata: A grande dificuldade que nós enfrentamos, além, obviamente, daqueles que estão recebendo diagnóstico precoce é daqueles que não receberam o diagnóstico no momento correto, não receberam nenhum atendimento correto e hoje têm 20, 30 anos e se tornaram autistas com alto grau de severidade, de agressividade por falta de tratamento. Por isso, não conseguem trabalhar, dependem dos pais e os pais vão envelhecendo.
Mariana: Se tem o diagnóstico e não tem a condição de trabalho, pode ter o direito à aposentadoria?
Renata: Na verdade, não é aposentadoria; é um benefício da lei de assistência social que é concedido apenas para aqueles cuja renda familiar per capita seja até ¼ do salário mínimo, ou seja, tem que ser absolutamente miserável. E a maior parte não se enquadra nessa situação, e aí, com isso, fica sem ter condições. Acho que a gente tem muito para avançar nessa área em termos de políticas públicas que precisam ser feitas por todos os estados do país para poder garantir o direito, tanto daqueles que estão em idade escolar como dos que já são adultos e também daqueles que estão por vir.
Roberta: A escola pública não pode recusar uma criança?
Renata: Não pode, o problema é que a escola pública não tem estrutura para receber uma criança com autismo. Ela não poderia recusar, só que o grande problema é colocar uma criança com autismo numa escola regular sem ter profissionais capacitados que tenham condições de atender; é quase um crime.
Roberta: Qual é a saída?
Renata: São encaminhados ofícios para a Secretaria da Saúde. Aqui em são Paulo tem acontecido isso porque tem uma ação judicial coletiva para indicar um local e eles estão indicando locais que são conveniados, particulares, porque eles reconhecem que não dispõem de locais públicos para o atendimento.
Júlio (participante do Papo de Mãe): Eu tenho convênio particular, da empresa. A partir dos 18 anos, meu filho vai continuar dependente para a vida inteira enquanto eu tiver convênio?
Renata: Normalmente, para continuar como dependente, ele teria que ser muitas vezes, interditado, porque ele precisaria demonstrar de alguma forma que ele não tem capacidade. Pode ser que o plano de saúde aceite um laudo médico que indique isso, mas em geral, eles exigem a interdição para poder comprovar a incapacidade.
Mariana: O que é esse processo de interdição?
Renata: É um processo judicial que tem que ser proposto via um advogado ou defensor público, caso não tenha condições de pagar um advogado, e nesse processo vai ser verificada a capacidade dele em entender os atos da vida civil, ou seja, se ele tem condições de contratar, de cuidar da vida dele sozinho ou se ele depende de alguém, aí vai ser definido um curador para ele, que pode ser o pai ou a mãe, e a partir disso ele é considerado incapaz total ou parcialmente.
Mariana: A interdição pode ser feita em qualquer idade ou tem que ser feita após os 18 anos?
Renata: Após os 18 anos, pois antes disso, ele ainda é dependente dos pais, já que eles têm o poder familiar, então é presumida a dependência dele.
*Renata Tibyriçá é defensora pública do Estado de São Paulo e atua na defesa dos direitos dos autistas. Participou com especialista convidada pelo Papo de Mãe sobre autismo exibido em 03.04.2011.
***
DICA DE HOJE
"As conquistas de uma criança autista" é o tema da reportagem da Revista  Crescer deste mês (abril 2011). Vale a pena conferir. Clique aqui para ler a matéria direto no site.

Alimentação adequada pode ajudar as crianças autistas


Oi, pessoal! O programa deste último domingo falou sobre AUTISMO. 
Durante a semana, disponibilizaremos aqui no blog muito material interessante  sobre o assunto. Fiquem ligados! A seguir, segue artigo da nutricionista clínica funcional  Priscila Bongiovani Spiandorello, especialista que participou do Papo de Mãe deste último domingo.
  
Alimentação adequada pode ajudar as crianças autistas
Por Priscila Bongiovani Spiandorello* 
 O Autismo Infantil pode ser tratado com uma ampla variedade de terapias, tendo diferentes graus de êxito. Não existe uma origem única dos problemas vistos no autismo, mas hoje ele é tratado como uma doença multifatorial, com muitos fenótipos ou subgrupos, de aspecto imunológico, ambiental e genético.
Podemos citar a relação do autismo com o trato gastrointestinal, a sensibilidade ao glúten e caseína, ao sistema imune, aos erros inatos do metabolismo e a toxicidade por metais pesados e xenobióticos. É uma desordem complexa com muitos fatores etiológicos.
E a nutrição é um importante contribuinte para amenizar as características e os sintomas das desordens autísticas, ocorrendo melhora significativa na sociabilidade e comunicação das crianças. A alimentação adequada pode minimizar seus problemas melhorando a qualidade de vida da criança e de seus familiares.
O cardápio dos pequenos não pode ser comum a todos: deve-se respeitar a individualidade de cada criança, para garantir uma nutrição adequada e balanceada, com alimentos ricos em nutrientes que levem à produção de substâncias químicas necessárias para o funcionamento cerebral, assim como aquelas que são necessárias para que o organismo produza internamente outras substâncias químicas, enzimas e hormônios, retirando-se possíveis alimentos alergênicos, alimentos industrializados, açúcar e aditivos químicos em geral.
Ou seja, nada de corantes, conservantes, alimentos industrializados, açúcar, soja, leite e derivados, produtos com trigo, aveia, cevada, centeio e glutamato monossódico. A dieta isenta de caseína (tipo de proteína encontrada no leite e derivados) e do glúten, (proteína encontrada em alguns cereais), favorece as crianças que estejam dentro do espectro autistico, pois os peptídeos (resultantes do processamento de proteínas) derivados da caseína e do glúten apresentam similares opióides (substâncias naturais ou sintéticas derivadas do ópio) que afetam os neurotransmissores no sistema nervoso central (SNC). Além de promoverem efeitos como a redução do número de células nervosas do SNC e a inibição de alguns neurotransmissores, causando alterações comportamentais.
Além da dieta, existem suplementos que podem ajudar a controlar ou minimizar os sintomas do espectro autistíco: como vitaminas, minerais, ômega 3, probióticos, antifúngicos e enzimas digestivas, mas sempre devemos analisar as necessidades individuais de cada criança.
*Priscila Bongiovani Spiandorello é nutricionista clínica funcional. Participou como especialista convidada no Papo de Mãe sobre "autismo" exibido em 03.04.2011. Contato:prspiandorello@yahoo.com.br.

DICA DE HOJE
Arte da Vila Madalena 2011 
Cerca de 150 postes do bairro Vila Madalena em São Paulo/SP serão grafitados pelos artistas participantes, numa ação para mostrar aos visitantes o objetivo do Arte da Vila: a arte deve ser levada a todos.
Os artistas do Arte da Vila 2011 apresentam ao público obras inéditas nos dias 9 e 10 de abril, das 10 h. às 19 h. Os 60 ateliês participantes estarão de portas abertas com exposições, performances, shows musicais, aulas e workshops. Estarão expostos trabalhos em cerâmica, joalheria, mosaico, pintura, fotografia, entre outros. Desde 2003, o Arte da Vila revela aos visitantes os charmosos, e às vezes escondidos, ateliês da Vila Madalena. Doze vans circularão pelo bairro para transportar os visitantes e dois pontos de informação, além do tradicional na Estação Vila Madalena do Metrô, serão montados nas esquinas das ruas Fradique Coutinho com Wisard e Rua Fidalga com Rua Aspicuelta. Monitores, estudantes de artes plásticas, auxiliarão os artistas nas explicações ao público sobre os trabalhos desenvolvidos nos ateliês.
Arte da Vila é um evento gratuito, esperado pelo público paulista e de outros Estados. Ao longo de seus nove anos, tornou-se tradicional em São Paulo e está oficialmente incluído no Calendário Oficial de Turismo da SPTuris. Atualmente estima-se que 10 mil pessoas circulem pelo bairro durante a ação. Quando a primeira edição do Arte da Vila aconteceu em 2003, algo se modificou no cotidiano do bairro. Artistas abriram suas portas para receber o público. Para os visitantes a arte tornava-se mais acessível; ingrediente fundamental para a construção da identidade cultural de um povo. A troca de experiências é gratificante para todos, os visitantes conhecem de perto os anseios dos artistas, e estes têm sua obra valorizada e reconhecida.
Serviço: Arte da Vila Madalena 2011 - Dias 9 e 10 de abril de 2011 – das 10 hs. às 19 hs. Exposição no Metrô - De 8 a 30 de abril, quinze artistas expressarão sua visão sobre o Metrô de São Paulo em exposição intitulada Vai e Vem - O Cotidiano no Metrô. Serão expostos cinco totens com obras bidimensionais de participantes do Arte da Vila.

02 de abril - DIA MUNDIAL DE CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO!!!

Neste sábado, vista AZUL, em homenagem ao DIA MUNDIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO AUTISMO!


Mais informações sobre os eventos do Dia Mundial de Conscientização do Autismo (e como você pode fazer algo na sua região) estão na página oficial do evento no Brasil: http://RevistaAutismo.com.br/DiaMundial.
http://www.papodemae.com.br/search/label/Autismo

quinta-feira, maio 31, 2012

Coisas pra lá de esquisitas que só acontecem com criança...

Cocôs explosivos nos primeiros dias, arrancar meleca de nariz e comê-la, lamber a cara do cachorro, enfiar as mãozinhas na água da privada… Sua primeira reação é sentir o estômago embrulhar e pedir que o seu filho pare. Depois, vem a neura: será que isso faz mal? Tire suas dúvidas sobre esses hábitos infantis tão peculiares – e bem, bem nojentos.
Na última semana antes das férias de fim de ano, minha filha de 3 anos, Maria Eduarda, pegou conjuntivite e teve de ficar de molho em casa. Eis que um belo dia, entre um episódio dos Backyardigans e uma aventura da Barbie, pego-a empenhada em tirar do olho a secreção típica da inflamação, mais conhecida como remela, para em seguida… comer!!! ECA! É lógico que quase morri de asco ao ver aquilo. “A criança não nasce conhecendo a conotação de nojo, ela a aprende com a vivência. As pequenas, inclusive, adoram provocá-lo e se divertem com o pavor dos pais”, diz a pediatra Sandra de Oliveira Barros, infectologista da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Outro componente que me preocupou: há algum tipo de risco em (ui!) comer remela? Será que faz mal? Para desvendar esse lado nada “fofo” da infância, conversei com vários especialistas sobre as principais porquices e esquisitices que nossos pequenos fazem. Descobri, inclusive, se são normais (são, ufa!), que perigos oferecem e, principalmente, como reagir diante delas.

Comer meleca do nariz
Qual o risco? Nenhum. O muco não apresenta componentes nocivos e, de qualquer modo, costuma ser expelido pelas fezes. É salgadinho (para quem não se recorda dos tempos de infância, tem gosto de soro fisiológico), e é por isso que atrai tanto as crianças. Vale lembrar que as mais novinhas têm preferência pelos sabores adocicados – o salgado da meleca, então, seria uma nova experiência. E, embora seja para lá de asqueroso, ingerir catarro, vômito ou secreção de conjuntivite não oferece dano algum.

O que fazer? Ter paciência e entender que o hábito faz parte de uma fase de experimentação, que costuma passar por volta dos 4 ou 5 anos. “Sob o ponto de vista infantil, imagine o quanto é incrível brincar com uma bolinha que sai do próprio nariz?”, diverte-se David Elias Nisenbaum, pediatra do Hospital Infantil Sabará (SP). “Quanto mais a mãe ou o pai fazem cara de nojo, mais divertido é para o filho mexer com a meleca.” Moises Chencinski, pediatra pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), destaca que toda criança se envolve com esse “experimento científico”. “E não são as próprias mães que vivem falando que o filho precisa experimentar de tudo?”

Cocô “bomba atômica”
Qual o risco? Além de pregar um baita susto em quem está trocando as fraldas, nenhum. Aquele cocô que o recém-nascido expele em um jato nada mais é do que a liberação de gases intestinais. “A alimentação do bebê é unicamente de leite materno, e, por isso, as fezes são mais líquidas. Como a criança fica quase o tempo todo deitada ao nascer, acaba acumulando gases. Daí a ‘explosão’ acontece”, explica a pediatra Martha Matos, pediatra do Ambulatório de Pediatria Social mantido pelo Instituto de Responsabilidade Social Sírio-Libanês (SP).

O que fazer? Não se preocupar. Conforme a criança vai se movimentando mais, os gases são expelidos e o “fenômeno” para de acontecer.
Lamber superfícies sujas
Qual o risco? Enorme, em especial para os pequenos que têm a mania de lamber o chão ou a sola de sapatos. “Imagine que uma barata passou sorrateiramente pelo piso da sua cozinha e foi para a sala. Suas patinhas são capazes de levar para vários lugares uma série de doenças”, diz o pediatra Moises Chencinski. Exemplos? Febre tifoide, hepatite A e verminoses intestinais.

O que fazer? Essa atitude é comum e acontece em especial até os 2 anos, período em que costuma ser encerrada a chamada fase oral. Lavar a boquinha não adianta muita coisa, pois a contaminação é muito rápida. Como não dá para vigiar os pequenos 24 horas por dia, o ideal é sempre tentar manter a casa bem limpa e deixar os calçados longe da vista deles. Alguns, no entanto, chegam a lamber os móveis, as paredes… A solução é ficar de olho.
Comer cocô ou insetos e mexer na água da privada
Qual o risco? Alto, em especial no caso das fezes. A criança pode contrair inúmeras enfermidades, até se o cocô for dela mesma. O perigo é o mesmo em relação a mexer no vaso sanitário, foco de bactérias existentes nas fezes. O problema maior, no caso dos insetos é que os bichos podem ter entrado em contato com locais contaminados.

O que fazer? De acordo com Moises Chencinski, até os 4 anos a criança tem dificuldade em gravar o porquê das proibições, principalmente se ela ocorre em diferentes situações. “Em um dia, a mãe a flagra brincando com a água do vaso sanitário e dá uma tremenda bronca. Na manhã seguinte, o pai vê a mesma cena e a retira do banheiro, dizendo só que aquilo não pode. Na cabeça dos pequenos, são circunstâncias totalmente distintas”, afirma. Não é por isso, no entanto, que você não deve insistir em proibir e explicar as consequências. E limpar bem as mãozinhas da criança imediatamente. “Nada de álcool gel. O que realmente esteriliza é a boa e velha mistura de água e sabão”, diz Martha Matos. Observe atentamente a criança por alguns dias e procure o pediatra se houver febre, dor de barriga, diarreia, vômito ou perda de apetite.
Ingerir a comida do bicho de estimação
Qual o risco? A saliva dos gatos e dos cachorros é fonte de muitas bactérias. “A ração pode ter a salmonella, responsável por sérias infecções intestinais”, afirma Martha Matos. As fezes dos felinos, aliás, são foco de transmissão de toxoplasmose, doença que pode levar, em casos extremos, à cegueira e à alterações neurológicas.

O que fazer? Para evitar tais problemas, mantenha as tigelas dos bichos bem longe das crianças. Se o pequeno ingerir o alimento e tiver febre, dor de barriga, diarreia, vômito ou perda de apetite, procure o pediatra.
Genitais “inchados”
Qual o risco? Boa parte dos meninos recém-nascidos apresenta hidrocele, um acúmulo de líquido na bolsa escrotal que vai esvaziando aos poucos, até o quarto mês. “Em alguns casos, é preciso drenar, mas isso depende da avaliação do pediatra”, diz Martha Matos. Já as garotas podem apresentar sangramento nos primeiros dias e até exibir mamas inchadas. Isso é normal e acontece por causa dos hormônios transmitidos pela mãe.

O que fazer? Nada, pois essas características costumam regredir até sumir totalmente logo no primeiro mês, variando de criança para criança.
Comer o que cai no chão
Qual o risco? O de se contaminar com os mais diversos tipos de vírus e bactérias.

O que fazer? Dar vermífugos como forma de prevenção sem orientação médica não oferece garantia alguma e, ainda, causa danos, como o risco de provocar reações alérgicas graves. “Isso sem contar que, dependendo do estado de saúde, é preciso tomar mais de um medicamento contra vermes”, avisa Moises Chencinski, que recomenda um exame de fezes anual.
Colocar terra ou areia na boca
Qual o risco? Brincar no parquinho a criança já está suscetível a adquirir o bicho geográfico, cujas larvas penetram na pele, causando lesões. Ao comer areia ou terra, o perigo aumenta: lembre-se que cães e gatos podem ter andado e feito suas necessidades por ali.

O que fazer? A sujeira faz parte. “No entanto, essa história de que ela é fundamental para a criança criar anticorpos é pura balela. Somente as vacinas podem atacar vírus e bactérias”, diz Moises Chencinski, contrariando muitos especialistas, que consideram negativa a higienização excessiva de alguns pais. Para evitar 100% de contaminação, somente preservando a criança de qualquer contato, o que nenhum profissional recomenda, é óbvio. “A garotada precisa, sim, da vitamina S, de sujeira”, diz Martha Matos. “Não há nenhum cuidado que seja mais importante do que permitir à criança a descoberta do mundo.” Para ela, em vez de pânico diante de tais situações, muito melhor lavar a boca e as mãos do filho e, mais uma vez, ficar de olho em possíveis sintomas.
Roer unha
Qual o risco? Se a criança não tiver uma higiene adequada das mãos – lavando-as antes de comer e mantendo-as sempre limpas – pode ser contaminada por vírus e bactérias.

O que fazer? O hábito, em geral, pode envolver questões emocionais. É importante notar em que momento ela faz isso. Vale a pena observar se ela lança mão do costume quando está prestes a viver alguma experiência nova – ir a uma festa, ver uma peça de teatro ou enfrentar o primeiro dia de escola – porque pode ser sintoma de medo ou ansiedade. Se a prática é muito constante, pode permanecer até a idade adulta. Uma consulta com um psicólogo pode ser esclarecedora.
Escamações e casquinhas
Qual o risco? Assim que nascem, alguns bebês apresentam a descamação epitelial nos pés e nas mãos – parece que a criança está trocando de pele. Já as casquinhas amareladas que costumam surgir no couro cabeludo e nas sobrancelhas são uma espécie de dermatite seborreica que vai sumindo aos poucos, conforme o desenvolvimento da criança.

O que fazer? Apenas a higienização básica, com água e sabonete de glicerina. Evite acelerar o processo de descamação ou aplicar algum tipo de pomada na dermatite, pois a pele do recém-nascido é muito sensível. Além disso, em questão de meses tudo irá desaparecer.

Fonte: Revista Crescer

Vagas para trabalho voluntário

1
Eu não ia fazer uma nova postagem sobre esse assunto tão rápido, mas não pude deixar de divulgar... A Associação Viva e Deixe Viver  é uma OSCIP – Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, que treina e capacita voluntários para se tornarem contadores de histórias em hospitais para crianças e adolescentes internados.
Os principais recursos da Associação Viva e Deixe Viver atualmente são a leitura de obras infantis, as brincadeiras, a criatividade e o bom humor de seus voluntários.
Através de atividades culturais que estimulam o desenvolvimento das aptidões dessas crianças, a Associação contribui para a humanização dos serviços a elas destinados, integrando no seu cotidiano as condições sensíveis de comunicação e interação com a realidade externa.
Para realizar seu objetivo, a Associação Viva e Deixe Viver recebe como doação pelo menos duas horas semanais de seus voluntários que contam ou fazem histórias. Sim, porque para existir o contador de histórias é necessário que existam aqueles que dão suporte, divulgando, treinando, auxiliando e desenvolvendo nossa Associação.
Você pode ajudar essa associação, com doações mensais ou doações únicas clique aqui e faça sua doação.Você ajuda o Viva e ainda deduz o valor doado de seu imposto de renda. Mude a história do Imposto de Renda e ajude a construir um final feliz! A verba é direcionada para os projetos do Viva aprovados pela Lei Rouanet ou pelo Fumcad. Saiba mais sobre os benefícios aqui.

banner03_baixo
Como ser voluntário do Viva
Para tornar-se voluntário da Associação Viva e Deixe Viver, é necessário preencher os seguintes requisitos:
- Conhecer e concordar com a missão, causa, princípios e visão da Associação Viva e Deixe Viver.- Ter idade superior a 18 anos.- Ter disponibilidade para atuar uma vez por semana durante 2 horas no hospital e participar de oficinas de capacitação, que ocorrem na Sede da Associação, para aperfeiçoamento da atividade de contar histórias.- Pesquisar e manter-se atualizado sobre literatura infantil.- Gostar de ler, ter disponibilidade para estudar livros infantis e interesse em ser Contador de Histórias, pois as atividades desenvolvidas no hospital são baseadas exclusivamente da apresentação de histórias e utilização do livro.- Saber que o trabalho voluntário não será considerado como um estágio.- Não buscar colocação profissional nos hospitais parceiros da Associação Viva e Deixe Viver.
No processo de seleção/capacitação são realizadas palestras, vivências, dinâmicas e treinamento nos hospitais, que visam avaliar alguns requisitos essenciais para atuar no ambiente hospitalar e a disposição do candidato em realizar trabalho voluntário com compromisso e responsabilidade.
Confira o calendário da abertura das inscrições para ser voluntário contador de histórias:


CidadeData
Brasília17 de agosto de 2011
FortalezaEncerrado para 2011
Porto AlegreEncerrado para 2011
RecifeInscrições abertas
Rio de JaneiroInscrições abertas
São PauloInscrições abertas



Então o que está esperando para ser voluntário? não diz que é falta de tempo, pois 2 horas por semana dá, mas mesmo assim não tem tempo que tal ser um doador mensal para associação? e lembre-se você pode fazer sempre um pouco mais ao seu próximo. 
fontes: texto foi retirado do site da associação
http://www.blogger.com/post-create.g?blogID=6977292863449897775

segunda-feira, maio 28, 2012

Enem abre hoje inscrições para as provas de 3 e 4 de novembro

Você já pode fazer sua inscrição a partir de hoje (28/11) para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e participar das provas que serão aplicadas nos dias 3 e 4 de novembro. O prazo de inscrição começa hoje às 10h e vai até 15 de junho. A inscrição só pode ser feita pela Internet.
O governo conservou o mesmo valor de R$ 35 para a taxa de inscrição no Enem, dispensando do pagamento da taxa alunos que estão cursando o 3º ano do ensino médio em escola pública. O pagamento é feito através do boleto gerado no ato da inscrição.
A importância do Enem aumentou Desde 2009, porque o exame passou a ser usado por instituições públicas de ensino superior como critério de seleção em substituição aos vestibulares tradicionais. Alem disso, o Enem é pré-requisito para quem quer participar de programas de acesso ao ensino superior e de financiamento público, como o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e as bolsas de estudo no exterior do Ciência sem Fronteira.

domingo, maio 27, 2012

Origem das Festas Juninas

Existem duas explicações para o termo Festa Junina, a primeira explica que surgiu em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que a festa tem origem nos países católicos da Europa e, portanto, as festas seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina. 

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal). 

Nesta época, havia uma grande influência de elementos culturais portugueses, chineses, espanhóis e franceses. Da França veio a dança marcada, característica típica das danças nobres e que, no Brasil, influenciou muito as típicas quadrilhas. Já a tradição de soltar fogos de artifício veio da China, região de onde teria surgido a manipulação da pólvora para a fabricação de fogos. Da Península Ibéria teria vindo a dança das fitas, muito comum em Portugal e na Espanha. 

Todos estes elementos culturais foram, com o passar do tempo, misturando-se aos aspectos culturais dos brasileiros (indígenas, afro-brasileiros e imigrantes europeus) nas diversas regiões do país, tomando características em cada uma delas. 

Festas Juninas no Nordeste

Embora sejam comemoradas nos quatro cantos do Brasil, na região Nordeste, as festas ganham uma grande expressão. O mês de junho é o momento de se fazer homenagem aos três santos católicos: São João, São Pedro e Santo Antonio. Como é uma região onde a seca é um problema grave, os nordestinos aproveitam as festividades para agradecer as chuvas raras na região, que servem para manter a agricultura. 

Além de alegrar o povo da região, as festas representam um importante momento econômico, pois muitos turistas visitam cidades nordestinas para acompanhar os festejos. Hotéis, comércios e clubes aumentam os lucros e geram empregos nestas cidades. Embora a maioria dos visitantes seja de brasileiros, é cada vez mais comum encontrarmos turistas europeus, asiáticos e norte-americanos que chegam ao Brasil para acompanhar de perto as festas. 

Comidas típicas

As comidas típicas são: pamonha, cural, milho cozido, canjica, cuzcuz, pipoca, bolo de milho, arroz doce, bolo de amendoim, bolo de pinhão, bombocado, broa de fubá, cocada, pé-de-moleque, quentão, vinho quente, batata doce e outros. 

Tradições

O mês de junho é marcado pelas fogueiras, fogos de artifício, quadrilhas, balões (cada vez em quantidades menores pelos riscos que incêndio), pelas comidas e bebidas e pelos trajes. 

No Nordeste é muito comum grupos caipiras saírem dançando e cantando pelas ruas, parar nas casas onde são recebidos com comidas e bebidas típicas. No Sudeste as quermesses são tradicionais. As festas são realizadas nas escolas, sindicatos e empresas. São montadas barraquinhas com comidas típicas e jogos para animar os visitantes.

As danças caipiras e a quadrilha acontecem durante toda a festa. Como Santo Antonio é considerado o santo casamenteiro, são comuns as simpatias para mulheres solteiras que querem se casar. 



Eco Bag decorada com pintura Melancias




ecobag melancia Eco Bag decorada com pintura Melancias
Olá, a dica de hoje é de artesanato pintura em tecido, você vai aprender a customizar uma bolsa ecobag com pintura de melancias.
Boa sugestão de presente para o dia das mães que está chegando, para presentear e para vender, já que as ecobags estão super na moda.
Este passo a passo de pintura é bem simples, então, é bom pra quem é iniciante em pintura de tecido.
Materiais necessários:
  • 01 bolsa de algodão
  •  Cola Permanente Acrilex
  •  Tinta para Tecido Fosca Acrilex nas cores: vermelho tomate, púrpura, verde pistache, verde oliva e branco.
  •  Diluente para Tecido Acrilex
  •  Acrilpen Acrilex preta
  •  Delineador Têxtil Acrilex preto
  •  Pincel Acrilex ref. 054/10, 053/10, 057/04
  •  Lápis, risco e carbono
  •  Placa de MDF ou um pedaço 30×30 de papel cartã0
Passo a passo da pintura da bolsa:
Como não achei o risco das melancias pintadas nesta bolsa, selecionei outros riscos e outras fotos de melancias para você se inspirar pra fazer sua própria pintura, e com certeza vão servir para pintar camisetas, bolsas infantis, mochilas, vestidos, e o que mais desejar.
M M Eco Bag decorada com pintura Melancias
melancia Eco Bag decorada com pintura Melancias]
risco melancia
M K Eco Bag decorada com pintura Melancias
download r1 c1 Eco Bag decorada com pintura Melancias
melancia r2 c2 Eco Bag decorada com pintura Melancias
Gostaram? Eu adorei essas melancias, se você gostou e se este passo a passo lhe ajudou? Curta e compartilhe em suas redes sociais.

Quem viu este, viu também:


pintura toalha banho Eco Bag decorada com pintura Melancias

05 Riscos para pintura em Toalhas de Banho

Olá pra todos, a dica de hoje é de artesanato pintura em tecido, há muito tempo não coloco alguma coisa de pintura em tecido, mas, ...
presepio reciclado Eco Bag decorada com pintura Melancias

Presépio de natal reciclado

Bom dia a todos, mais uma super linda dica de artesanato de natal hoje, você vai aprender passo a passo como fazer um presépio de ...
pintura flores Eco Bag decorada com pintura Melancias

Como fazer Pintura gestual de hortênsias

Artesanato pintura de hortênsias, com a técnica gestual, é uma técnica especial, com um passo a passo e risco para confecção. Tudo explicadinho e os ...
boneco papel mache Eco Bag decorada com pintura Melancias

Boneco de neve de papel machê

Olá pessoal, Natal chegou, e com ele lindas idéias de artesanato natalinos aqui no artesanato Brasil, esta aqui é muito legal, um boneco de neve de ...
pintura olhinhos Eco Bag decorada com pintura Melancias

Como fazer pintura de olhinhos passo a passo

Mais uma dica de artesanato em pintura aqui no Artesanato Brasil, pra você aprender como pintar olhos em bonecas, com diversas técnicas de pintura. Uma ...
default thumbnail Eco Bag decorada com pintura Melancias

Trilho de mesa natalino passo a passo

Mais um lindo passo a passo de artesanato de natal pra vocês, desta vez vocês irão aprender a fazer um trilho de mesa para decorar ...


Gisele Farias

Festa junina sustentável

Enfeites como as tradicionais bandeirinhas podem ser feitos com papel reciclado ou reaproveitado ex: jornal e revista usados. O mesmo vale para os convitinhos;
Procure não utilizar madeira nova para montar as barraquinhas. Tente achar a madeira usada no ano anterior ou as aglomeradas, que são prensadas a partir da sobra do material;
A pescaria pode ficar mais divertida se, além dos peixes, forem acrescentados resíduos como garrafas e latas. Assim, ganha uma prenda quem conseguir despoluir o “lago”.
As prendas,  mimos criados com sucata pelas próprias crianças. Assim elas se divertem antes e depois do evento!
Boliche de Pet: para montar um boliche sustentável,  retire os rótulos de  12 garrafas PET limpas e, em seguida, encha-as com areia .
Decore cada garrafa com um número, sugestão: com a participação das crianças, procure números em propagandas de revistas e jornais.

Brincadeira de jogar argola: O pino no chão também pode ser substituído por uma garrafa PET cheia  areia.
Correio elegante: reaproveite papéis de rascunho!

Lixo: separe o lixo de sua festa, distribua em locais visíveis, lixeiras com opção para descarte de lixo orgânico e reciclável.
E se alguém jogar papel no chão aproveite o espírito da festa e mande para a cadeia!

Barraca de Tapioca



Rabo do burro

Vence quem pregar o rabo mais próximo do lugar certo

Um desenho de burrinho é colado na parede. O rabo, feito de feltro (ou de papel) e com um pedaço de fita adesiva dupla face na ponta, fica separado. Com os olhos vendados, cada criança vai ter de acertar o lugar do rabo. Vence quem pregá-lo mais próximo.

Boca do palhaço

Caça ao objeto: Faz-se uma lista de objetos fáceis de serem encontrados no local onde a festa será realizada. Reúne-se os participantes para avisá-los do tempo disponível e o nome do objeto que devem procurar. Ao sinal de um apito todos correm para procurá-lo. Ao sinal de outro apito devem retornar pois é o aviso de que o tempo terminou ou o objeto já foi achado. O primeiro que retornar com o objeto pedido é o vencedor. Se o objeto não for encontrado, pede-se o seguinte da lista. 
Cadeia: Escolhe-se um local isolado ou cercado por cadeiras, para ser a cadeia. Nomeia-se (ou sorteia-se) um delegado e seus ajudantes. O preso vai até a cadeia e, paga uma prenda (mostra uma habilidade), para ser solto, que pode ser: cantar, recitar, dançar, fazer uma imitação, etc. Se houver um palco com microfone, a cadeia pode ser colocada num canto dele. E a prenda, ao ser paga diante do microfone, será vista por todos da festa.

Corrida do milho: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma das linhas, coloca-se uma bacia com grãos de milho. Atrás da outra linha, os participantes são reunidos aos pares - um deles segura uma colher e o outro um copo descartável. Dado o sinal, os participantes com a colher correm até a bacia. Enchem a colher com milho e voltam para a linha de largada. Lá chegando, colocam o milho no copo que seu companheiro segura. Vence a dupla que primeiro encher o copinho com milho.

Corrida do ovo na colher: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve segurar com uma das mãos (ou a boca) uma colher com um ovo cozido em cima. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, sem derrubar o ovo. Se quiser variar, substitua o ovo cozido por batata ou limão.

Corrida do Saci ou Corrida dos sapatos: Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Na primeira linha, os corredores tiram os sapatos, que são levados para trás da outra linha, onde são misturados. Dado o sinal, eles devem sair pulando com o pé esquerdo até a outra linha. Depois de calçar seus sapatos, devem retornar, pulando com o pé direito. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, estando calçado de modo correto.

Corrida do saco: Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve colocar as pernas dentro de um saco grande de pano e segurá-lo com ambas as mãos na altura da cintura. Dado o sinal, saem pulando com os dois pés juntos. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada. Nota: Para substituir o saco de pano pelo de plástico (grosso) de lixo, que é mais escorregadio, é preciso testar o local da corrida com antecedência.

Corrida dos pés amarrados:
Marca-se um local de partida e outro de chegada. Os participantes são reunidos em duplas. Com uma fita, o tornozelo direito de um é amarrado ao tornozelo esquerdo de seu par. Dado o sinal, as duplas participantes devem correr até a chegada. Vence a dupla que chegar primeiro. 

Dança da laranja: Formam-se alguns casais para a dança. Uma laranja é colocada entre as testas de cada par. Os casais devem dançar, sem tocar na laranja com as mãos. Se a laranja cair no chão, o casal é desclassificado. A música prossegue até que fique só um casal.

Dança das cadeiras: Forma-se um círculo com tantas cadeiras quantos forem os participantes menos uma. Os assentos ficam voltados para fora. Coloca-se música e todos dançam em volta das cadeiras. Quando a música parar, cada um deve sentar numa cadeira. Um participante vai sobrar e sair da brincadeira. Tira-se uma cadeira e a dança recomeça. Vence quem conseguir sentar-se na última cadeira. 

Derruba latas (1): Sobre uma mesa, coloca-se latas vazias de refrigerante. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metros de distância. Cada participante recebe três bolinhas, para fazer três tentativas. O coordenador anota o número de latas derrubadas em cada tentativa. Vence quem derrubar mais latas.

Derruba latas (2): Sobre uma mesa, coloca-se latas vazias, encapadas com papel colorido e numeradas. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metros de distância. Cada participante joga uma única vez. O coordenador anota o número de pontos, somando os números das latas derrubadas. Vence quem fizer mais pontos.
Jogo das argolas: Enche-se com água garrafas de refrigerante (plásticas e grandes) e aperta-se bem as tampas. Arruma-se as garrafas no chão com pelo menos um palmo de distância entre elas. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metros de distância. Cada participante recebe cinco argolas (ou pulseiras), para fazer cinco tentativas. Vence quem acertar mais argolas nos gargalos das garrafas.
jogo do bigode: Desenhe numa cartolina um rosto masculino e prenda numa parede. Cada participante deve receber, em cada mão, uma etiqueta autocolante de tamanho médio (já destacada). De olhos vendados, deve caminhar até o desenho e colar os dois lados do bigode. Quem colocar o bigode mais próximo do local correto é o vencedor.

Jogo do bicho ou Rabo do burro
: Desenhe um animal de costas ou de lado numa cartolina e prenda numa parede. Cada participante deve receber uma etiqueta autocolante grande (já destacada). De olhos vendados, deve caminhar até o desenho e colar o rabo do animal. Quem colocar o rabo mais próximo do local correto é o vencedor.
Pesca da maçã: Sobre uma mesa, coloca-se uma bacia com água* e maçãs boiando. Cada participante deve colocar as mãos nas costas e inclinar-se sobre a bacia e morder uma maçã. Quem conseguir ganha um brinde. (*De preferência, usar água filtrada)

Pescaria (1): Recorte muitos peixes em cartolina colorida. Faça um corte no lugar da boca do peixe e prenda um clipe ali (parecerá uma argola). Faça varas de pescar amarrando um barbante em cada vareta. Depois, na outra ponta do barbante amarre um outro clipe aberto na lateral. O clipe quando aberto tem o formato de gancho, como um anzol. Espete os peixes numa grande bacia com areia. Vence quem pescar mais peixes.

Pescaria (2): Recorte peixes em cartolina e numere-os. Faça um corte no lugar da boca do peixe e prenda um clipe ali (parecerá uma argola). Faça varas de pescar amarrando um barbante em cada vareta. Depois, na outra ponta do barbante amarre um outro clipe aberto na lateral. O clipe quando aberto tem o formato de gancho, como um anzol. Espete os peixes numa grande bacia com areia. Ganha um brinde quem pescar o peixe com o número de maior valor.

Correio-elegante: É o serviço de entrega de bilhetes durante a festa. Quando não estiver entregando bilhetes, o entregador passeia pela festa, oferecendo o serviço de correio. A mensagem é escrita num cartão ou papel colorido. Se a festa for grande, o correio pode ficar numa mesa, onde os cartões são escritos por uma pessoa e entregues por outra. Para facilitar, podem-se levar alguns cartões prontos, com quadrinhas amorosas ou engraçadas