Venha,pegue o que quiser e passe adiante... Por mais que plantem o mal, prossiga semeando o bem...
A mente que mente é regador de ilusões não faz proliferar jardim...
Amigos que agente faz por ai...
domingo, outubro 14, 2012
sábado, outubro 13, 2012
sexta-feira, outubro 12, 2012
DIA DA CRIANÇA - POR RUBEM ALVES "... o melhor de tudo são as crianças..."
Convidaram-me a participar de um congresso sobre educação, na Itália.
Fui. Esperava que fosse igual aos muitos congressos de que já participei: conferencistas famosos, pedagogos, filósofos, professores, educadores, políticos, todos explicando teorias sobre a educação.
Assim é porque aqueles que comparecem a congressos são sempre adultos.
Mas uma surpresa me aguardava: o congresso estava cheio de crianças. Se são as crianças que vão ser objetos da educação é absurdo pensar sobre o que se vai fazer com elas sem que elas sejam ouvidas.
Lá estavam elas, misturadas com os adultos.
Fiquei com inveja delas e saudades do meu tempo de criança. Fiquei fascinado pela oficina para se fazer brinquedos, com serras, martelos, morsas, alicates, papéis, barbante, cola, carretéis, elásticos, madeira, etc. Aí vi que as crianças de qualquer parte do mundo podem se entender porque os brinquedos, como a música, são uma linguagem universal que não necessita de palavras.
Os jogadores de xadrez jogam xadrez mesmo se falam línguas diferentes. Crianças de países diferentes podem, juntas, armar quebra-cabeças, jogar pião, empinar pipas, pular corda...
Eu não falo italiano.
Estava lá, andando invejoso entre os meninos.
Aí um jovem, vendo meu sorriso de inveja, sem dizer uma palavra, veio empurrando um carrinho de rolemã e simplesmente me fez um gesto.
Assentei-me no carrinho e lá fui eu, empurrado pelo jovem, correndo como se fosse piloto de fórmula 1, rindo de felicidade.
E percebi que andar num carrinho de rolemã me dá mais prazer que guiar automóvel.
Quando guio um automóvel sou adulto.
Quando ando de carrinho de rolemã sou criança.
Só tive uma reclamação a fazer: é que os carrinhos de rolemã são feitos para crianças – o que revela um miserável preconceito.
Por que não carrinhos de rolemã tamanho adulto?
Por acaso os adultos não têm direitos?
Por acaso eles estão proibidos de entrar no mundo das crianças?
E não se fala tanto em "inclusão"?
Eu quero ser incluído no mundo das crianças. Exijo os meus direitos. Pena que lá não houvesse balanços, um dos meus brinquedos favoritos. Balanços, pra existir, precisam de árvores grandes com galhos fortes ou armações de madeira.
E lá não havia nem uma coisa nem outra. É impossível balançar sem se sentir leve e com vontade de rir. Balanço é terapia contra depressão.
Lembrei-me do que disse Nietzsche: o Diabo nos faz graves, solenes, pesados; faz-nos afundar. Deus, ao contrário, dá leveza e nos faz flutuar. Concluo, então, que o balanço é um brinquedo divino, por aquilo que ele faz com a gente. Balançar num balanço é um forma de rezar, de estar em comunhão com Deus.
Os brinquedos dão prazer. Os brinquedos fazem pensar. Quer ver?
Você sabe que, sem ter ninguém que o empurre, você pode fazer o balanço balançar alto, até fazer o pé tocar na folha do galho, pela simples alternância da posição das pernas, prá frente e prá trás.
Eu lhe pergunto então: por que é que essa alternância na posição das pernas, sem encostar em nada, produz o movimento do balanço? E o ioiô? Participei de um congresso sobre brinquedos, na Bahia. Havia uma infinidade de brinquedos em exposição. De alguns, apenas as fotografias.
Como, por exemplo, pipas do tamanho de uma casa, pesando quinhentos quilos. E a fotografia de um mosaico grego, de antes de Cristo. Pois nesse mosaico aparecia um grego jogando ioiô!
Nunca imaginei que os ioiôs fossem tão antigos! Pergunto: o que é que faz com que o ioiô vá para baixo e para cima? E que dizer dos quebra-cabeças? Quantas funções intelectuais altamente abstratas entram em jogo enquanto se monta um quebra-cabeças!
E as bolhas de sabão! Me explique, por favor: por que é que elas são tão redondinhas?
Quem joga sinuca aprende, intuitivamente, as leis da composição de forças. E os piões: por que é que se equilibram sobre um prego?
Lá no congresso na Itália parei diante de um quebra-cabeças, dois pregos entrelaçados que, se se pensar bem, podem ser separados. Fiquei longos minutos lutando com os ditos pregos.
E pensei: Que coisa mais estranha! Não vou ganhar nada se conseguir separar os dois pregos.
O que é que faz que eu esteja aqui, perdendo o tempo e quebrando a cabeça? A resposta é simples: pelo desafio. Todo brinquedo bom é UM desafio.
E isso nada tem a ver com esses brinquedos eletrônicos comprados, em que não se usa a inteligência mas apenas o dedo para apertar um botão. Brinquedo bom tem de ser desafio.
Brinquedo bom tem de fazer pensar.
É possível que você tenha comprado brinquedos para os seus filhos. Mas sugiro que aquilo que seu filho ou filha mais deseja é ter você como companheiro de brinquedo.
Não me esqueço da imagem triste de um pai, numa manhã de domingo, empurrando o filho no balanço com a mão esquerda enquanto lia o jornal que segurava com a mão direita. Para aquele pai, brincar com o filho era um sacrifício. Para ele o importante eram as notícias do jornal. A infância passa rapidamente. Logo logo a única coisa que restará será o jornal na mão direita e o vazio na mão esquerda.
Desejo que você, nesse "Dia das Crianças", redescubra a delícia que é ser criança. Porque, como disse Fernando Pessoa, "Grande é a poesia, a bondade e as danças... Mas o melhor do mundo são as crianças". (Fernando Pessoa, Obra Poética 189)
ALMA DE EDUCADOR
segunda-feira, outubro 08, 2012
domingo, outubro 07, 2012
sábado, outubro 06, 2012
Salário pago em São Paulo afasta docentes
O valor do salário do professor em São Paulo - cerca de R$ 1.780 por mês - apontado no estudo, torna a profissão "pouco atrativa". É a posição do professor de Educação da Universidade de São Paulo (USP) José Marcelino Rezende, especialista em financiamento público.
Segundo ele, os melhores alunos dos cursos de formação de docentes preferem se submeter a concursos públicos em outras áreas que encarar a rede de ensino ao final da graduação. "E é evidente que essa cadeia afeta a qualidade da educação básica", diz.
Rezende também cita que, com a educação a distância oferecendo mais de 1 milhão de vagas, o salário poderia cair ainda mais, com mais profissionais no mercado.
Esse quadro de pouca atratividade também é reconhecido pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). "Esses dados só confirmam o que nós temos colocado nesses últimos anos", afirma o presidente da CNTE Roberto Franklin de Leão.
Para ele, o salário médio dos professores deveria ser igual ao rendimento recebido pelos servidores de mesma titulação que atuam no serviço público. Hoje, o valor seria 40% menor.
No entanto, para o pesquisador Simon Schwartzman, presidente do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (Iets), o aumento do salário não melhoraria necessariamente o resultado das escolas. "Mas, se tiver um patamar mais alto de rendimentos, já vai ser possível recrutar gente mais qualificada nas próximas seleções."
Esferas de governo. Para o Ministério da Educação (MEC), "não há surpresas" nos valores revelados pelo estudo. O ministério, no entanto, cita como avanço desse quadro o estabelecimento do piso nacional (mais informações nesta página).
Em nota, a Secretaria Estadual de Educação de São Paulo "estranha" a metodologia utilizada na média do salário e informa que o valor base pago pelo governo é de R$ 2.088, para a jornada de 40 horas. Em 2013, o valor chegará a R$ 2.213.
A Secretaria Municipal de Educação informou desconhecer detalhes do estudo, mas citou que o professor que recebe anualmente o Prêmio por Desempenho Educacional, o bônus da área, ganha quase 70% mais que a média apontada no levantamento. Hoje, o município emprega mais de 62 mil professores.
(Estadão)
segunda-feira, outubro 01, 2012
Sugetões de Parecer Descritivo
Os Pareceres descritivos poderão seguir as sugestões :
A partir de observação os seguintes critérios:
A avaliação deve ser sempre enfatizar os avanços e não apenas os fracassos. Registrar o que o aluno conseguiu e em que progrediu;
* Valorizar e registrar o desenvolvimento sócio-afetivo como: participação, solidariedade, posicionamento, sentimentos;
* É preciso registrar a participação do aluno nos projetos desenvolvidos no bimestre;
* Deve-se proceder relação com o registro anterior;
* Diversificar a redação de um aluno para o outro, buscando se fiel em suas colocações.
Sugestões para iniciar relatórios
* Com base nos objetivos trabalhados no bimestre, foi possível observar que o aluno...
* Observando diariamente o desempenho do aluno, foi constatado que neste bimestre...
* A partir das atividades apresentadas, o aluno demonstrou habilidades em...
* Com base na observação diária, foi possível constatar que o aluno...
Desenvolvimento cognitivo
* O aluno demonstra um ótimo aproveitamento na aquisição da leitura e escrita.
* O aluno apresenta bom desenvolvimento no processo de aquisição da leitura e da escrita.
* O aluno está desenvolvendo-se gradualmente no processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
* Encontra-se em desenvolvimento no processo de aprendizagem da leitura e da escrita.
* Tem um bom desenvolvimento cognitivo, mas apresenta dificuldades na leitura, contudo com a realização da recuperação paralela tem apresentado avanços importantes.
* Lê com fluência qualquer tipo de texto, fazendo conexões com a realidade.
* Lê e interpreta os textos trabalhados em aula sem maiores dificuldades.
*Lê com alguma dificuldade, mas demonstra interesse e esforça-se em aprender.
* Escreve, ordena e amplia frases, formando textos coerentes e lógicos.
* Produz frases e pequenos textos com criatividade e entendimento.
* Constrói o conceito lógico-matemático, realizando cálculos com as quatro operações matemáticas.
* O aluno tem especial interesse nas atividades matemáticas.
* Realiza cálculos simples de adição e subtração.
* Realiza cálculos com auxilio de material concreto.
* É curioso, questiona e busca informações.
* Traz para a classe informações de fontes diversas como: radio, tv, jornais e etc.
* Compreende as relações existentes entre os elementos do meio ambiente.
* Compreende a importância da preservação do meio ambiente para o futuro do nosso planeta.
* Adota hábitos de cuidados com o corpo e com o ambiente.
* Nas atividades orais demonstra desenvoltura ...( ou inibição)
* Ocasionalmente troca letras
* Constrói frases criativas e elabora pequenos textos com linguagem e ilustrações significativas;
* Expressa o que pensa relatando, argumentando, avaliando, relacionando, ordenando, generalizando, concluindo...;
* Expressa a escrita representando idéias através de rabiscos, pseudo letras e outros símbolos
* Lê com fluência vários tipos de textos interpretando-os;
* Produz textos escritos com clareza, coerência e coesão;
* Identifica e escreve seu nome completo;
* Observa, descreve, analisa e sintetiza gravuras, reportagens e textos;
* Apresenta dificuldades ortográficas
* Identifica e escreve seu nome completo
* Ainda não faz relação entre o que fala e escreve
Participação- convívio social
*Participa com interesse e produtividade.
*Boa participação nas atividades realizadas em sala.
*Participação tímida nas atividades em sala, embora tenha bom relacionamento com os colegas em classe.
*Demonstra atitudes críticas diante de acontecimentos conflitantes.
*É criativo e comunicativo.
*Coopera com colegas e professora.
*O aluno demonstra interesse nas atividades propostas embora não tenha autonomia para realizá-las sem o apoio da professora.
*Ouve, reproduz e transmite textos oralmente como histórias, recados, noticias entre outros.
*Demonstra curiosidade em relação aos assuntos estudados.
*É cuidadoso e rápido na execução das atividades desenvolvidas.
*Aceita sugestões da professora e dos colegas.
*Manifesta suas opiniões com clareza e objetividade.
*Contribui para a integração e o crescimento do grupo;
*Demonstra inquietude e geralmente se envolve em questões referentes aos colegas;
* Ainda não aceita as regras convencionadas pelo grupo;
* Colabora na construção de regras;
* Interage com o grupo, ouvindo, respeitando e se posicionando;
* Tem um bom relacionamento com os colegas e mostra-se sempre pronto em ajudar;
*Todas as maravilhas que você precisa estão dentro de você.
(Sir Thomas Browne)
* Reconhece as relações entre fala e escrita;
* Explora várias formas de linguagens e diferentes tipos de suporte textual para ampliação de informações;
* Ouve historias e comentários valorizando impressões afetivas;
* Lê e escreve textos desenvolvendo a compreensão do sistema alfabético, utilizando a escrita de acordo com as concepções e hipóteses que possui no momento;
* Produz textos individuais e coletivamente, utilizando gestos, desenhos, sons movimentos e palavras;
* Distingue a língua escrita da língua oral;
* Demonstra compreensão do sistema alfabético;
* Lê silabicamente palavras, formadas por grupo de silabas compostas por vogal e consoante;
* Produz frases com lógica;
* Produz pequenos textos sem preocupação ortográfica;
* Distingue letras na linguagem oral e escrita;
* Encontra-se na fase pré-silabica, começando a diferenciar letras de números, desenhos ou símbolos.
* Percebe que as letras são para escrever porem ainda não sabe como isso se processa
PARECER DESCRITIVO
1. ÁREA SÓCIO-AFETIVA
Comentar sobre o período de adaptação: Com quem ficou no primeiro dia? Como ficou? Como evoluiu? Mostra dependências? Usa apoio de objetos? Toma mamadeira, chupa bico?
Relacionamento: com a professora, colegas e funcionários. Participa de atividades propostas pelo professor?
Funcionamento no grupo: É aceita? Rejeitada? Isola-se? Lidera? É agressiva? Demonstra preferência por colegas? Coopera com o grupo? É capaz de ouvir os outros? Tem cacoetes?
Tolerância às frustrações: perder e ganhar, acertar e errar.
Controle esfincteriano resolvido?
Brinquedo: com o que prefere brincar na sala e no pato? Como brinca (sozinho, com o grupo em pequenos grupos, com companheiro)?
Autonomia: Está organizado na rotina? Aceita regras, cumpre combinações? Espera a decisão dos outros para tomar a sua? Tem condições de escolher e recusar-se ao que não quer? Envolve-se em conflitos? Como os resolve? Encontra suas próprias respostas? Explica seus pensamentos?
2. ÁREA PSICOMOTORA
Esquema corporal: domínio e conhecimento de seu corpo, imagem corporal. Lateralidade.
Motricidade ampla: ritmo de ação - rápido, lento, acompanha o grupo, não consegue parar, precisa de estimulação, tem freio inibitório. Desempenho com bolas, cordas, rodas cantadas, movimentos.
Coordenação motora: rola sobre o corpo, engatinha, vira cambalhota, sobe e desce escadas, pula.
Motricidade fina/visomotricidade: coordenação - abotoa, dá nós, faz laços. Preensão do lápis. Colore dentro de limites. Enfia contas, amassa papeis. Modelar, rasgar, amassar, picar, alinhavar, recortar. Manusear talheres. Acerta alvos, copia figuras.
3. ÁREA COGNITIVA
a) Desenvolvimento da linguagem compreensiva e expressiva:
Comunica-se com clareza, expressando de modo organizado seu pensamento? Tem vocabulário adequado à idade? Compreende comunicações verbais? Quando fala, gagueja ou troca letras? Quando relata fatos, fala muito rápido, muito devagar? Relata em seqüência? Relata sempre os mesmos fatos, coisas imaginárias? Assopra balão, velas e assovia? É expressivo ao falar? Manifesta suas emoções?
b) Construção da representação:
1. Gráfica: descrever o desenho da criança, caracterizando a etapa em que se encontra (garatuja, garatuja ordenada, representação completa ou incompleta da figura humana, etc).
2. Escrita:
Mostra interesse por escrita? Observa livros? Representa letras e números? Escreve seu nome? Identifica nomes de colegas escritos? Em que etapa da alfabetização se encontra (pré-silábica, silábica, silábica-alfabética, alfabética)?
c) Expressão através de artes plásticas, danças e dramatização:
É mais expressivo em alguma dessas formas? É criativa? Apresenta soluções originais? Usa recursos variados? É inibida? Prefere papéis sem destaque? Brinca de faz de conta?
d) Desenvolvimento perceptivo:
Visão, audição, tato, olfato e paladar.
e) Atenção:
Condições de atenção e concentração em brincadeiras e atividades, condições de perseverar na tarefa.
f) Memória:
Condições de memorização de canções, versos e brincadeiras.
Observações sobre memória visual e auditiva.
g) Experiências lógico-matemáticas:
Noções de espaço-tempo, conservação de quantidades, de seriação e classificação.
Identifica propriedades, atributos de cor, forma, etc.
Encontra soluções para resoluções de problemas?
Reconhece numerais?
Relaciona número e quantidade?
- OUTRAS OBSERVAÇÕES, COMO BRINCADEIRAS PREFERIDAS, DESEMPENHO NAS AULAS EXTRAS, ETC.
segunda-feira, setembro 24, 2012
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